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Sting: sem dom para as rimas | Arquivo Gazeta do Povo
Sting: sem dom para as rimas| Foto: Arquivo Gazeta do Povo

Rio – Dunga saberá hoje, no Maracanã, o tamanho de seu prestígio com a torcida brasileira. O duelo com o Equador, às 21h45, pela segunda rodada das Eliminatórias, marcará sua estréia como comandante da seleção em território nacional. Depois de se indispor com jornalistas e alguns jogadores durante um ano e dois meses na função de técnico da equipe, o treinador vai sentir como será a relação com o torcedor.

Vencer não é suficiente: o público quer espetáculo. Há 71.900 ingressos vendidos e, após o empate sem graça com a Colômbia, deixar uma boa impressão esta noite virou obrigação. Ciente de que no Brasil, principalmente no Rio e em São Paulo, a alegria da arquibancada se transforma rapidamente em cobrança em caso de apresentação fraca, o técnico tratou de pedir apoio aos cariocas e fazer elogios ao torcedor.

"A conquista da Copa América não significa nada em relação a jogar do Maracanã. Aqui no Rio a torcida é diferente, faz festa, se fantasia, dá espetáculo", afirmou, tentando, claramente, "ganhar" o público.

Sua teimosia é outro fator que pode prejudicar o trabalho. Na segunda-feira, na Gávea, alguns torcedores já cantaram, em coro, o nome de Obina, misto de deboche e irritação com a falta de gols de Vágner Love e Afonso.

O grupo, até Ronaldinho, preterido em algumas partidas, procura mostrar total apoio a Dunga. Pelo menos no discurso. A torcida quer espetáculo, sabe Ronaldinho. "Nós também. Nem sempre é possível, mas o pensamento é esse", afirmou.

Há um grande temor entre os jogadores, principalmente os mais experientes: as vaias no Maracanã. Na última vez que a seleção esteve no Rio, há 7 anos, Cafu relava na bola e era vaiado – e isso que o Brasil goleou a Bolívia por 5 a 0.

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