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Seleção

Dunga testa ‘renovação’ na China

Contra a Argentina, pelo Superclássico das Américas, o Brasil encara uma campeã do mundo pela primeira vez depois do massacre alemão na Copa

Duas gerações da “Era Dunga”: a primeira tinha Robinho e Kaká como destaques; a segunda, a atual, aposta no brilho de Neymar | Heuler Andrey/ Mowa press
Duas gerações da “Era Dunga”: a primeira tinha Robinho e Kaká como destaques; a segunda, a atual, aposta no brilho de Neymar (Foto: Heuler Andrey/ Mowa press)

Contra a Argentina, no Superclássico das Américas, em Pequim, a seleção brasileira saberá, de fato, se começou bem ou não a reformulação comandada por Dunga após o vexame de Felipão na última Copa do Mundo. O treinador terá no estádio Ninho do Pássaro, a partir das 9 horas (de Brasília), o primeiro e mais duro desafio desde o seu retorno.

Depois de vitórias por 1 a 0 sobre Colômbia e Equador, no mês passado, nos Estados Unidos, será a primeira vez após a Copa que o Brasil enfrentará um time campeão do mundo. Enquanto a seleção ainda se reconstrói da goleada por 7 a 1 para a Alemanha, os argentinos são os atuais vice-campeões do mundo e mantiveram praticamente todo o time do Mundial.

A estrela da equipe de Dunga é Neymar. A única estrela, já que Robinho e Kaká, que eram os pilares do conjunto montado pelo treinador em sua primeira passagem pela seleção, hoje são reservas. Por isso, a aposta é na força do elenco, apesar dos poucos treinamentos, para superar um adversário que vive melhor fase. "O futebol não tem segredo. Se houver uma parte coletiva forte, as individualidades vão se sobressair. Na Copa do Mundo, em grandes seleções que tiveram só individualidade, as coisas não andaram muito bem".

Comandante de pulso firme, ele vai tentar surpreender a Argentina nos contra-ataques. A estratégia é a mesma de oito anos atrás, quando assumiu a seleção pela primeira vez: ocupar bem os espaços na defesa para diminuir o campo de ação do adversário (principalmente de Messi) e, quando recuperar a posse de bola, avançar em velocidade. A ordem, sempre que possível, é para que os jogadores procurem Neymar.

"Se eu quiser agradar vocês, eu diria que vou para cima. Mas, na hora de jogar, todo mundo se defende e ataca quando tem a bola. É normal no futebol organizar a defesa primeiro e depois o ataque. Ninguém joga tão aberto", explicou.

Jogadas de bola parada são outro trunfo do treinador, assim como já foi na vitória contra o Equador. Dunga usou o treino de ontem no Ninho do Pássaro para ensaiar cobranças de escanteios e faltas laterais e frontais. Nos lances de dois toques, Neymar, sempre ele, ora recebia a bola e batia direto para o gol ora fazia o cruzamento. Neymar, Willian, Luiz Gustavo, David Luiz, Robinho e Oscar ainda treinaram cobranças de pênalti caso a partida termine empatada.

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