
Dunga não agrada a todo mundo. Do seu jeito, porém, vai acumulando resultados difíceis de questionar à frente da seleção brasileira. Venceu as duas competições que disputou com a equipe principal Copa América (2007) e Copa das Confederações e ainda colocou o Brasil na liderança das Eliminatórias da Copa de 2010. O resultado diante dos Estados Unidos, outra vez, mostra que o treinador tem estrela.
"Para o técnico do Brasil toda a partida é difícil. Quando ganha de 3 (gols de diferença), é porque o adversário é muito fraco. Quando é de 1, é pouco. Quando perde, não fizemos nada", alfinetou o comandante brasileiro.
Dunga tem números marcantes na sua primeira experiência como treinador. Em 45 jogos, venceu 31 vezes e só foi derrotado em quatro oportunidades (aproveitamento de 76,3%). "Uma opinião todo mundo pode dar, mas os números não são uma opinião", ressaltou Dunga. "Somos a equipe com mais quantidade de gols marcados na Copa das Confederações e temos o melhor ataque das Eliminatórias da Copa. Isso não é uma simples opinião".
Dunga alterou a filosofia de trabalho da seleção. Com Parreira, a equipe tinha muitos medalhões, era badalada demais e rendia pouco. O ex-volante montou um time e os jogadores convocados têm perfil característico. "São profissionais comprometidos com a seleção brasileira", declarou o treinador. "São verdadeiros homens, estão há 29 dias longe da família e não reclamam. Temos condições de conquistar muito mais ainda".
A seleção está quase definida a um ano do Mundial. O nome de referência é Kaká, que incorpora o espírito proposto pelo treinador. "Temos que fazer uma preparação séria. Toda a vez que o time fica um tempo maior junto, mostra resultado", disse o meia.







