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Brasileiro

Duro golpe

Sonhando com vaga na Libertadores, Atlético vê o São Paulo levar o técnico Paulo César Carpegiani, comandante da arrancada rubro-negra

Paulo César Carpegiani comandou o Atlético pela última vez no empate de sábado com o Cruzeiro, em Sete Lagoas. Ontem confirmou a troca da Baixada pelo Morumbi | Carlos Roberto/Hoje em Dia
Paulo César Carpegiani comandou o Atlético pela última vez no empate de sábado com o Cruzeiro, em Sete Lagoas. Ontem confirmou a troca da Baixada pelo Morumbi (Foto: Carlos Roberto/Hoje em Dia)

A ótima fase do Atlético no Brasileiro sofreu um duro golpe no início da tarde de ontem. Seduzido por uma proposta do São Paulo, o técnico Paulo César Carpegiani deixou a Baixada. Ontem mesmo, no período da noite, a diretoria atleticana iria se reunir para tratar da substituição. Espera encontrar um novo comandante até a próxima quarta-feira, data do jogo com o Vasco, em Curitiba. Como de costume, bastou o anúncio da mudança para nomes de possíveis substitutos surgirem em profusão. No entanto, os contatos devem ser iniciados apenas hoje. "Não tem desespero. O time está bem. Temos alguns nomes, mas até contratar vai uma distância muito grande", afirmou Valmor Zimermann, diretor de futebol do Furacão. Por enquanto, o auxiliar-técnico Leandro Nie­­hues, que treinou o time no início do Brasileiro, voltará ao comando.

A lista de especulações é grande – e tem treinadores para todos os gostos. Aposta alta, como Vanderlei Luxemburgo; óbvia, como Antônio Lopes; e incógnita, como Sérgio Soares – todos sem times no momento. "Eu tenho preferências, o [Ênio] Fornea [vice-presidente] também e o presidente [Marcos] Malucelli também. Vamos discutir com calma", disse Zimermann.

Engrossam a lista Geninho (no Sport), Levir Culpi (Cerezo Osaka-JAP) e Tite (Al-Wahda-EAU), entre outros. "Vamos contratar alguém que conhecemos, que a gente saiba que continuará o trabalho que vem sendo bem desenvolvido", revela o dirigente. Neste sentido, ganha força Nelsinho Baptista, atualmente no Kashiwa Reysol, do Japão, revelado na Baixada quando Zimermann era presidente, em 1988.

Contratado há quatro meses, Carpegiani fez 22 partidas à frente do Atlético. Venceu 11, perdeu 6 e empatou 5, obtendo 57,5% de aproveitamento. Assumiu a equipe na 18.ª colocação, afundada na zona de rebaixamento, e a deixou no quinto lugar, viva na briga por uma vaga na Libertadores. Foi a segunda passagem dele pela Arena – a primeira ocorreu em 2001.

O Furacão pagava R$ 100 mil para o gaúcho, teto salarial que deverá ser mantido. Para trocar de ares, Carpegiani teria aceitado uma oferta de cerca de R$ 350 mil mensais. Em entrevista ao site Furacão.com, o agora são-paulino declarou: "Pesou o lado profissional. Houve uma ideia e eu aceitei o convite. Foi tudo feito com a maior clareza". Às 10 horas de hoje ele concederá uma entrevista coletiva na Arena.

No entanto, a notícia sobre o desligamento, veiculada pelo site oficial rubro-negro no início da tarde, deixou clara a insatisfação do clube: "Até o presente momento, o presidente do CAP, Marcos Malucelli, não recebeu nenhum contato por parte da diretoria do São Paulo".

Desacordo que reforça o histórico de problemas entre atleticanos e são-paulinos, que teve o ponto alto na disputa da final da Libertadores, em 2005, e prosseguiu com as idas dos atacantes Dagoberto e Aloísio para o Mo­­rumbi.

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