
O adversário é o São Paulo, mas as obrigações do Coritiba ultrapassam a simples vitória contra o atual tricampeão brasileiro, às 16 horas, no Couto Pereira. O confronto abre a segunda metade do ano de comemorações do centenário alviverde e duplica a responsabilidade do elenco. Como nos primeiros seis meses o Coxa teve quase nada a comemorar, a pressão foi toda repassada para o segundo semestre.
Com uma atuação pífia no Campeonato Paranaense, o melhor momento do clube até aqui ocorreu na Copa do Brasil, na qual a equipe acabou eliminada nas semifinais pelo Internacional. Mais especificamente na partida de volta, quase perfeita, quando venceu por 1 a 0 ficou a um gol da vaga. O resto se resume com apenas uma palavra: instabilidade.
"Pelas esperanças que nós todos temos e creditamos na comemoração dos 100 anos, é óbvio que estamos em débito. Ainda não saiu um título, então isso é muito delicado, triste", afirma o técnico René Simões, que vê a chance de levantar uma taça no ano comemorativo cair pela metade. Só restam duas competições. Enquanto a Sul-Americana não começa, o Coritiba terá de sair do sufoco no Nacional se quiser dar atenção similar a ambos campeonatos.
Para isso, o novo período terá de ser mais equilibrado tanto fora como dentro de campo. O Coritiba não tem mais margem para erros. Nas quatro linhas, será necessário criar identidade a uma equipe que passou quase seis meses sem ter uma base definida, sendo mexida a todo momento, e apostando na individualidade de Marcelinho Paraíba. Fora delas, será necessário um maior acerto nas contratações. A arrumação da casa deverá começar com a saída dos jogadores Vicente, Ramon, João Henrique e Guilherme Patriarca. Depois será a hora de repor as peças. "É o que se espera", diz René Simões.
Por enquanto, a equipe jogará com quem tem e não está suspenso ou no departamento médico. As novidades serão Douglas Silva na ala-esquerda, no lugar de Carlinhos Paraíba, que recebeu o terceiro amarelo, e Démerson, substituto de Pereira, que torceu o joelho direito. Bruno Batata treinou bem e poderá aparecer no lugar de Ariel.
Assim que o Coritiba tentará quebrar o tabu, de mais de 10 anos, de não vencer o São Paulo no Alto da Glória. A última vitória foi por 2 a 1, em 18/10/1998, com Marcelinho Paraíba em campo, mas do outro lado. Depois disso, mais cinco jogos quatro derrotas e um empate.
"Nem lembrava daquela partida. Faz muito tempo, né?", brinca o jogador, que entrou no segundo tempo no lugar de França, o autor do gol paulista Struway e Sandoval marcaram para o Alviverde. A cabeça do capitão está em outro lugar: nas redes. "Quero voltar logo a marcar e espero que seja agora. Já faz duas partidas e a gente vai ficando preocupado."
De Paraíba muito depende a comemoração dos 100 anos. Afinal, se o jogador resolver sair na janela de transferências, é bem possível que os próximos seis meses sejam uma repetição dos que passaram. O jogador reafirma o desejo de ficar, até de renovar o contrato que acaba em dezembro, mas também não esconde ter propostas de outros clubes.
Ao vivoCoritiba x São Paulo, às 16 horas, no Premiere e no tempo real da Gazeta do Povo.
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Em Curitiba
Coritiba
Vanderlei; Cleiton, Jaílton e Démerson; Márcio Gabriel, Pedro Ken, Leandro Donizete, Marcelinho Paraíba e Douglas Silva; Marcos Aurélio e Ariel (Bruno Batata)
Técnico: René Simões
São Paulo
Dênis; Zé Luis, André Dias, Miranda e Júnior César; Eduardo Costa, Hernanes, Jorge Wagner e Marlos; Borges e Washington
Técnico: Ricardo Gomes
Estádio: Couto Pereira. Horário: 16 horas. Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS -FIFA). Auxs.: Marcos Antônio Moreira Collodetti (ES) e Fabiano da Silva Ramires (ES)










