
Com o lateral-esquerdo Paulinho suspenso, caberá a Héracles, de 18 anos, assumir a posição no jogo de amanhã, às 19h30, contra o Corinthians-PR. Depois de ser improvisado algumas vezes como volante, o jovem tentará, na sua real posição, aproveitar a oportunidade em um time que tem apenas o zagueiro Manoel como titular oriundo das categorias de base.
Segundo o gerente de futebol Ocimar Bolicenho, o clube teve um erro estratégico há dois anos quando subiu 14 atletas que foram vice-campeões da Copa São Paulo (tradicional torneio sub-18). Promovidos precocemente, muitos não renderam o esperado e a base ficou desfalcada, fazendo com que uma quantidade maior de revelações só seja esperada para daqui a dois anos. "Agora o filtro está sendo feito antes de subir", contou o dirigente.
Um dos poucos que passou por este filtro, Héracles conhece a fundo a ansiedade de atletas que passam a maior parte da vida morando no CT do Caju e de repente têm a oportunidade da vida na frente. "É um momento delicado, cada menino está vindo com muita vontade, mas também tem que dosar, saber o momento certo. Cabe à comissão técnica e à diretoria achar o momento e colocar o garoto", opinou o lateral-esquerdo, incorporado pela primeira vez ao grupo principal há um ano, pelo técnico Antônio Lopes.
Diante da responsabilidade de não fazer feio em plena Arena, Héracles reconhece que a paciência da torcida é maior em relação a atletas mais conhecidos, como Paulo Baier ou Guerrón. "Claro, eles já têm bastante nome, já atuaram muito no futebol brasileiro e a torcida sabe a capacidade deles. Nós, que estamos subindo da base, ainda não somos conhecidos", admite o atleta.
O técnico Geninho, pelo menos, já disse que o jogador de 18 anos tem toda a sua confiança, já que vem demonstrando qualidade técnica nos treinos. "É um jogador que já entrou algumas vezes, então não tem batismo de fogo para ele", lembrou o treinador. "É uma chance boa de começar na sua posição e não adaptado no meio. Torcemos para que vá bem. Ganha ele e ganha o time", completou.



