Enquanto a temporada 2009 da Fórmula 1 sofre com a crise financeira internacional, o campeonato de 2010 já vive sob o signo do crescimento. Pelo menos no número de equipes. A USF1, escuderia americana que vai entrar no circo daqui a um ano, anunciou seus planos oficialmente nesta terça-feira. Os dirigentes prometeram um drible na falta de dinheiro e, mais que isso, garantiram que a crise pode ser uma aliada.
A alegação é que, em tempos de ajustes financeiros na F-1, ficou mais fácil ingressar na categoria, sem a necessidade de orçamentos faraônicos.
"Do jeito que a FIA encarou a recessão e mudou a maneira como uma equipe ingressa na Fórmula 1, o custo para montar uma equipe mudou drasticamente. Esqueça o passado, esqueça os orçamentos de US$ 100 milhões. Nos próximos três ou quatro anos isso vai mudar muito, e esta é a nossa hora", explicou Peter Windsor, diretor esportivo da USF1.
Windsor afirmou que, ironicamente, seria muito difícil para a nova equipe ingressar na F-1 se os tempos fossem de bonança financeira.
"Tem algo irônico sobre a recessão. Se estivéssemos em um período de dinheiro caindo do céu, haveria uma fila de equipes querendo entrar na categoria, e vários multimilionários seduzidos pelo glamour. Então seria muito difícil, para caras como nós, criar uma equipe de forma eficiente", contou.
A USF1 não deu prazo para o anúncio de decisões importantes, como a dupla de pilotos e a escolha do motor.
"Temos um orçamento e vamos gastá-lo da maneira correta, anunciando esses objetivos quando eles tiverem de ser anunciados. Não há uma ordem de tempo para tomarmos decisões sobre motor, pilotos, sede na Europa, sede nos EUA, patrocinadores. Vamos fazer tudo isso ao longo de 2009", anunciou Windsor.
Semente da nova equipe americana foi plantada em 2006, no GP do Brasil
Peter Windsor revelou no lançamento da escuderia que a primeira conversa com Ecclestone sobre a inclusão de um time dos EUA no circo da F-1 aconteceu em 2006, durante o Grande Prêmio do Brasil.
"A primeira vez que eu falei com o Bernie sobre isso foi no Brasil, em 2006. Ele manteve seu comportamento típico e me disse: "Ótimo, faça o trabalho". Naquele dia, eu falei "ok" e fui em frente", explicou Windsor.
A equipe afirmou que o lançamento do projeto para 2010 tem total apoio não só de Ecclestone, mas também do presidente da FIA, Max Mosley.
"A FIA também tem sido informada sobre todos os detalhes nos últimos seis meses. Imediatamente eles aceitaram o modo como a gente está conduzindo o processo", afirmou.



