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Mundial de clubes

Espaço limitado

Meta do Corinthians para a decisão com o Chelsea é não deixar os rivais à vontade em campo. Intenção é usar a pressão para forçar o erro do adversário

Guerrero (esq.) e Paulo André (dir.) no treino do Corinthians às vésperas da final do Mundial de Clubes | Kiyoshi Ota/ EFE
Guerrero (esq.) e Paulo André (dir.) no treino do Corinthians às vésperas da final do Mundial de Clubes (Foto: Kiyoshi Ota/ EFE)

Ao responder qual é a melhor forma de parar o talentoso trio de meias do Chelsea formado por Hazard, Oscar e Mata, o za­­gueiro Paulo André, seco, responde: "Nós marcamos o Neymar na Libertadores. Com posicionamento correto, conseguiremos marcar o Chelsea também".

O Corinthians vai disputar a final do Mundial de Clubes da Fifa, amanhã, sem nenhum sentimento de inferioridade. É unânime a opinião de Tite e dos jogadores de que a chance de ser campeão é real. O exemplo de Neymar, dado por Paulo André, ilustra isso.

Para conquistar o título no Japão, o Corinthians se apega às suas virtudes: o entrosamento, a compactação e noção de equipe acima dos valores individuais. "Não podemos achar que cada um vai resolver o problema de sua forma. Somos uma equipe, não podemos nos desestruturar", disse o zagueiro.

Poucas horas depois que houve a confirmação de que o Chelsea seria o adversário da final, Tite afirmou que as chances de ser campeão estão "divididas", 50% para cada lado. O técnico faz com que seu elenco pense dessa mesma forma, por mais complicado que seja enfrentar um time rápido e veloz como o Chelsea.

Paulo André afirmou que o Corinthians vai pressio­nar o Chelsea, forçando o time inglês ao erro e que é necessário limitar os espaços. Se adotar a estratégia do Monterrey, a de esperar o Chelsea, o Corin­­thians estará correndo riscos, analisa o zagueiro. Esse é um dos motivos pelo qual Tite estuda mudar a equipe justo na decisão, no principal jogo do ano.

O peruano Paolo Guerrero, autor do gol da vitória contra o Al Ahly, vai mais longe. "Chegou um momento em que não podemos pensar em jogar defensivamente, vai ser difícil, claro, mas podemos ganhar", disse Guerrero. "Esqueçam o primeiro jogo [contra o Al Ahly], podemos jogar no ataque. Temos de jogar para caramba".

Esse discurso otimista vem dos jogadores mais experientes do time, como Paulo André, Guerrero e Emer­­son, que disse que ganhar o Mundial em cima do Chelsea seria mais bonito e daria mais reconhecimento ao título.

O que nenhum jogador e também nem o técnico Tite falam publicamente é que o Santos é o antiexemplo. A derrota do Peixe no Mundial de 2011, contra o Barcelona, tem de servir de lição. Ainda que exista uma diferença técnica entre Corinthians e Chelsea (bem menor do que Barcelona e Santos), uma eventual derrota não pode deixar uma má impressão. Se perder, admitem os jogadores, que seja de pé.

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