
Um mês após assumir o desafio de tentar livrar o Atlético do rebaixamento, Antônio Lopes aparenta estar mais confiante. Resultado da evolução da equipe, que venceu o Inter na rodada passado. Animado, o técnico conta como vê o atual momento do Furacão.
Quais são os adversários diretos do Rubro-Negro?
Não temos de nos preocupar com os times com que vamos brigar e, sim, com a nossa equipe. Precisamos nos preparar para o adversário que vamos enfrentar e deixar o que vai acontecer para depois. O importante é ganharmos. Se eles ganharem fica a mesma coisa. Se empatarem ou perderem, damos mais uma alavancada.
Qual foi o legado que você recebeu do Renato Gaúcho?
Eu não falo do trabalho de outros profissionais.
Você sente que o emocional dos jogadores melhorou com a sua chegada?
Está melhorando. Nós vemos uma alegria, um relacionamento bom entre eles, brincando sempre um com o outro. Estão sentindo confiança, vendo que estão melhorando cada vez mais. Os frutos estão surgindo dentro de campo.
O time melhorou defensivamente. É o resultado da gestão Lopes?
Não é a característica do meu trabalho, era a necessidade que nós tínhamos. Quando eu cheguei, a nossa defesa era a terceira pior do Brasileiro. Já melhoramos bastante, passamos para a sexta mais vazada. Agora o nosso problema é o ataque. Estamos precisando fazer mais gols.
Falando nisso, para o próximo jogo a expectativa está em cima do Marcinho?
A responsabilidade [de criar jogadas] é dos três [Marcinho, Paulo Baier e Cléber Santana]. Eu acho que eles vão ser importantes nesta partida. Tenho certeza de que vão organizar bem o time, são jogadores experientes e de boa qualidade técnica. Com os três a equipe vai ganhar muito no aspecto ofensivo.
Qual a importância de vencer um rival direito?
Tem o mesmo peso de uma vitória normal, dentro de uma situação como essa, em que precisamos ganhar sempre. Esse negócio de jogo de seis pontos, não vou muito nessa. Não temos de pressionar o jogador para ganhar de qualquer maneira. Isso sempre traz malefício para a produtividade.



