
O Atlético tem convivido com um problema estranho no intervalo dos últimos jogos. Contra o Fluminense, o volante Deivid teve uma indisposição estomacal. Na partida seguinte, diante do Internacional, foi a vez de Renan Foguinho vomitar a ponto de ter de ser substituído. O problema dos dois conforme o departamento médico do clube seria a ingestão de cafeína.
Desde a volta do preparador físico Riva Carli, há pouco mais de um mês, os suplementos voltaram a ser utilizados pelo clube antes dos jogos o que não ocorria desde o ano passado. Mesmo com os casos envolvendo os jovens jogadores, o médico atleticano Luiz Emed avalia que os resultados precisam de uma melhor análise.
"Pode ter ocorrido isso por não terem feito uma hidratação adequada. Não é porque usou [as capsulas de cafeína] que vai ter um problema", avalia.
No caso de Renan, a diminuição da pressão e o mal-estar foram os motivos para ele ter sido substituído.
Diante dos efeitos colaterais apresentados, o estimulante não está sendo mais utilizado para estes atletas. Mas, mesmo não sendo os primeiros a sofrerem com isso, ainda se avalia dentro do clube que vale a pena insistir com o produto, utilizado na maioria dos clubes da Série A.
"Tem outros atletas que dizem eu preciso. Estes não se sentem seguros sem ela [cafeína]", argumenta Emed.
Entre os efeitos produzidos pela cafeína está o aumento do nível de atenção e a diminuição da sensação subjetiva de fadiga. O composto era proibido até 2004, quando a Wada (Agência Mundial Anti-Doping) decidiu liberá-lo até um certo limite. Ou seja, não é doping.
Entre aqueles que sofreram a indisposição, a falta de conhecimento sobre os produtos ingeridos é gritante.
Questionado sobre o que estava ocorrendo, Deivid falou sobre outro estimulante. "Eu acredito que seja a creatina. O Renan falou que também havia tomado remédios para dores musculares. Deve ser uma mistura. Como resultado aconteceu isso", tentou explicar. Algumas semanas atrás, a creatina havia sido apontada como responsável pelo aumento de peso do meia Madson. Hipótese veementemente negada pelos médicos rubro-negros.



