
Anunciado pelo Coritiba na quinta-feira passada, o técnico Marcelo Oliveira chega hoje ao Alto da Glória para iniciar outro passo importante do clube na temporada às 17 horas, ele será apresentado à imprensa. Depois do retorno à Série A, coroado com o título no sábado, é tempo de cuidar da transição para 2011.
"Chego muito animado e com força para fazer um grande trabalho. Posso dizer que vou me esforçar muito e tentar dar sequência no nível de competitividade do time e de resultados também", afirmou o novo treinador do Coxa, ainda em Belo Horizonte, onde mora.
Ontem, o ainda comandante da equipe Ney Franco viajou para o Peru para tratar de assuntos da seleção brasileira sub-20, que irá disputar o Sul-Americano no país, em janeiro. Na quarta-feira ele retorna para comandar o time na despedida da Segundona, diante do Guaratinguetá, no próximo sábado, no Couto Pereira, provavelmente com Oliveira na arquibancada.
Como vai funcionar esse período de transição?
Ainda não conversamos sobre isso. Sei que ele [Ney Franco] vai viajar e eu estou chegando. O clube estava completamente envolvido com a decisão do título e evitamos entrar muito nisso para não tirar o foco. E falar por telefone não é o ideal. Mas vou me reunir com o Ney e resolver esses assuntos pessoalmente.
Você já vem em definitivo para Curitiba?
Ficarei aí o tempo que for necessário para discutir pré-temporada, formação de elenco, planejamento de elenco, os jogadores que estão com o contrato encerrando, quais as possibilidades... Aí tem o final de ano e vamos ver como vai ser.
Já chegou a propor para a diretoria alguma renovação ou contratação?
Esse assunto deve ser tratado inclusive com o Ney Franco também. Eu conheço os jogadores todos tecnicamente, por ver jogar ou confrontar, mas é preciso pensar no aspecto pessoal, no dia a dia, personalidade. Nisso tudo o Ney vai me ajudar muito.
Surgiu um boato dizendo que você teria indicado jogadores do Paraná, especialmente o zagueiro Irineu. É verdade?
Não. Não fiz nenhuma indicação.
Você pega o Coritiba em franca recuperação. Uma situação especial na vida de um treinador, não?
O técnico de futebol, na maioria das vezes, chega em um clube em que o treinador está saindo por causa de uma pré-temporada que não foi boa ou porque não obteve os resultados esperados. É muito menos frequente um técnico chegar em um clube que foi muito bem, como é o caso do Coritiba. Eu prefiro assim, claro. Você chega com uma referência positiva, uma base de trabalho da temporada anterior. Mas a responsabilidade e o desafio sempre estão presentes.
Apesar disso, o elenco deve sofrer uma reformulação considerável. Como você vai lidar com isso?
A questão do time ainda é cedo, vou discutir. Mas tenho certeza que vamos manter um elenco forte.
O anúncio da sua contratação desagradou parte da torcida. Muitos esperavam um treinador de renome, mais experiente na Série A. Isso lhe preocupa?
O trabalho do Ney Franco, de todos no clube, fez com que qualquer um que chegasse teria algum tipo de comentário ou questionamento. Eu só posso dizer que vou trabalhar muito e dar sequência no nível de competitividade do time e de resultados também. Trabalhei no Atlético-MG também, com muita pressão, torcida, em uma situação adversa, e conseguimos tirar o clube de uma situação ruim. Isso faz parte da minha profissão. Estou preparadíssimo.
Alguns torcedores fizeram críticas a você por não ter visto na passagem pelo Paraná o meia-atacante Kelvin, que terminou a temporada como destaque do Tricolor. O que aconteceu?
Eu não quero falar sobre o Paraná. Eu sou técnico do Coritiba. Tenho respeito pelo Paraná e teria até argumentos para falar sobre isso, mas prefiro não falar.



