Que o goleiro Édson Bastos lidera uma das defesas menos vazadas da Série B (31 gols sofridos ao lado do Ipatinga), passou sete anos no Figueirense e foi destaque do Paulistão pelo Guaratinguetá, a torcida coxa-branca já sabe. A história menos conhecida do camisa 1 vem das movimentadas praias de Florianópolis.
Natural de Foz do Iguaçu, o arqueiro, de 28 anos, chegou a Santa Catarina em 1998, mas não para jogar. A primeira atividade do jogador em Floripa foi acompanhar o pai que vendia produtos "importados" do Paraguai nos agitados verões catarinenses.
"Meu pai sempre trabalhou pesado para sustentar a família. Na praia, ele vendia óculos, relógios, vendia de tudo", lembrou Édson, sobre o pai Gérson Barreto, que aos 62 anos, curte a aposentadoria em Foz. "Se não fosse ele, eu hoje não estaria no Coxa."
Goleiro desde a infância, Édson aproveitou uma das estadas na Ilha da Magia para tentar a sorte nas categorias de base do Figueira. Logo no primeiro teste, em 98, passou, mas a pouca estrutura do Furacão do Estreito na época impediu que ele ficasse.
"Em 1999 eu voltei com meu pai para mais uma temporada de vendas. Aí refiz o teste e passei mais uma vez", contou ele, que até 2006 foi titular do Alvinegro em quatro temporadas.
Habilidoso para evitar os gols adversários na meta coxa-branca, Édson não exibia a mesma categoria como vendedor. "Tinha que dar meus pulos para conseguir", reconheceu. Sorte da torcida alviverde que, para a missão de devolver o clube à Série A, vê um goleiro experiente e seguro vestindo sua camisa 1.
"Acho que um jogador precisa passar por um clube para marcar história, não só passar por passar", revelou o arqueiro.
A história será marcada com o acesso à Primeira Divisão. Se vai parar por aí ou não, depende da renovação do contrato que vence ao fim do ano.



