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Copa 2014

Exclusão do Morumbi serve de recado à Arena

Curitiba ganha mais 30 dias para apresentar as garantias financeiras da obra na Baixada. Caso contrário, corre sério risco de não abrigar o Mundial

A Arena da Baixada ainda vive para a Copa de 2014. | Antônio Costa/ Gazeta do Povo
A Arena da Baixada ainda vive para a Copa de 2014. (Foto: Antônio Costa/ Gazeta do Povo)

A exclusão do Mo­­rum­­bi na Copa 2014, anunciada ontem pelo Comitê Local, ligou de vez o sinal de alerta em Curitiba. Assim como a praça de esportes do São Paulo, a Arena não conseguiu dar as garantias financeiras exigidas para se manter no projeto do Mundial. Porém, o estádio do Atlético ganhou 30 dias extras para se adequar.

O clube paulista já havia modificado o projeto seis vezes para reduzir investimentos, mas não conseguiu apresentar a viabilidade econômica, na ordem de R$ 600 milhões. O ministro do Es­­porte, Orlando Silva Júnior, responsabilizou o comitê paulistano pela exclusão. "Agora a palavra é do comitê, que tem de arrumar uma alternativa para não ficar fora de um evento que vai mobilizar o país."

Apesar da ameaça, o gestor da Copa em Curitiba, Luiz de Car­­valho, ressalta a diferença entre o projeto da Arena e do Morumbi. "A proposta deles era para abertura da Copa. Não podemos comparar com o nosso", diz Carvalho.

Para tentar contornar o problema, o governador Orlando Pessuti declarou que passará a agilizar o processo. "Acredito que no máximo em 15 dias, e não nos 30, tudo estará resolvido. O estado e a prefeitura estão cumprindo tudo. O Atlético prometeu entregar o estádio completo, embora seja verdade que nos comprometemos a ajudar a achar investidores", admitiu o go­­vernador.

Desde a candidatura da cidade, muito se discute quanto ao projeto da Baixada. Em maio de 2009, a Arena foi anunciada a praça esportiva da cidade para a Copa, em detrimento à ideia en­­campada pelo ex-presidente da Federação Paranaense de Fu­­t­­e­­bol (FPF), Onaireves Moura, para o Pinheirão. De lá para cá, a mu­­dança na política interna do Atlético e a ausência de um acordo entre estado, prefeitura e clube deixaram o cenário cada vez mais nebuloso.

Enquanto isso, projetos paralelos foram aparecendo. Primei­­ro, um estádio novo para o Cori­­tiba, deixado de lado pela antiga diretoria. Depois, uma maquete divulgada pelo Paraná, para uma reforma na Vila Capanema, que acabou não saindo do papel. E, no final de 2009, o ex-presidente do Atlético Mário Celso Petraglia sugeriu a construção de um estádio conjunto entre Furacão e Coxa, a Arena Atletiba, rejeitada pelas duas diretorias.

Mais recentemente, a atual diretoria do Coxa divulgou a intenção de construir um novo estádio com a empreiteira An­­drade Gutierrez, mas que não seria para a Copa. A Andrade Gu­­tierrez prefere não se manifestar sobre o tema.

Ao longo desse período, falou-se em duas soluções para a Arena: aplicar a lei de potencial construtivo, sugerida pela prefeitura e rejeitada pelo clube, e a possibilidade de a Copel comprar o naming rights do estádio, patrocinando em R$ 40 milhões a obra (ver texto ao lado).

Fora isso, nada saiu do campo da sugestão. Tampouco, chegou às mãos do estado. "Só conheço o projeto da Arena. Se alguém tiver outro, que apresente", diz Pessuti.

O ministro do Esporte diz que Curitiba ainda está nos planos para o Mundial. Mas manda um recado."O problema é viabilidade econômica. Quem paga para ver pode ver demais. Curitiba precisa prestar atenção, tomar cuidado e encaminhar uma solução."

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