
Com orçamento parecido ao das equipes do futebol paranaense, o Vitória decide, às 21h50, em Salvador, a Copa do Brasil. Encara o Santos precisando vencer por três gols de diferença para ficar com o título se fizer 2 a 0 a taça será decidida nos pênaltis. O clube baiano é um exemplo de que é possível chegar longe em campeonatos nacionais mesmo ficando distante das cifras astronômicas dos times mais badalados do país.O Rubro-Negro do Barradão tem folha salarial de R$ 800 mil mensais. Bem menos do que os cerca de R$ 1,5 milhão gastos atualmente pelo Atlético e dos R$ 1,4 milhão bancados pelo Coritiba quando estava na Série A, no ano passado. Hoje, o time alviverde custa R$ 700 mil. Fora do Clube dos 13, o Paraná está abaixo, com aproximadamente R$ 350 mil de despesa salarial a cada 30 dias.
Se comparado com o Peixe então, o investimento do Leão de Salvador é ínfimo. Somente o astro Robinho recebe mensalmente mais do que o elenco adversário inteiro: R$ 1,2 milhão de um custo mensal que chega a R$ 3 milhões para todo o time santista.
"É preciso ter um critério muito firme para contratar e não errar. Assim o time foi montado", explicou Carlos Arini, diretor de futebol do Vitória.
A política do bom e barato implantada pelo clube trouxe para a disputa da Copa nomes pouquíssimo badalados, mas eficientes. Entre eles, destacam-se o lateral-esquerdo Egídio (ex-Paraná), o volante Fernando (ex-Atlético), o meia Renato, além dos atacantes Júnior e Schwenck.
O restante do plantel baiano tem seis jogadores revelados nas categorias de base (outra tradicional aposta do clube) e outros veteranos com passagem pelo Furacão: casos do goleiro Viáfara, do meia Ramon e do volante Wanderson capitão da equipe, ele está fora da final por ter recebido o terceiro amarelo.
"Não somos azarões como se tem dito, o Vitória é o favorito, e é isso que venho falando para os jogadores", garantiu o técnico Ricardo Silva, outro desconhecido trunfo dos rivais de Neymar, Ganso e companhia, apostando no retrospecto de 19 gols marcados em cinco jogos dentro de casa.
Otimismo que retrata uma realidade absolutamente distante dos times paranaenses. Em todo o início de temporada, atleticanos, coxas-brancas e paranistas traçam a Copa do Brasil como principal (e mais acessível) meio de se vencer um torneio nacional e chegar à Libertadores. Mas somente o Coritiba, em duas oportunidades (1991 e 2009), alcançou as semifinais.
Para o ano que vem, as apostas na competição eliminatória já viraram promessa na Baixada, por exemplo. "É uma meta entregar o clube na Libertadores", assegurou o presidente Marcos Malucelli. Sonho que não é diferente no Alto da Glória e na Vila Capanema.
Ao vivo
Vitória x Santos, às 21h50, na RPC TV, Band, ESPN Brasil e SporTV.




