
O lance não foi claro. Mas, depois de um pênalti não marcado contra o Corinthians Paranaense, no meio da semana, e outro ignorado pela arbitragem no primeiro tempo do clássico de ontem, sobre Marcelo Toscano, o Paraná enfim tinha a chance de compensar o prejuízo causado pelo apito.
Novamente o personagem foi o camisa 9. O capitão foi o alvo do empurrão de Manoel visto pelo árbitro Adriano Milczvski na etapa complementar. Ele mesmo foi para a cobrança. Desta vez, trocou sua tradicional batida direta pela paradinha. Errou. A bola acertou a trave esquerda e sabotou a chance de empate.
"Tivemos a bola do jogo. Se tivéssemos marcado e ainda jogado com um homem a mais (Valencia foi expulso no lance por reclamação, aos 29 minutos), poderia ser diferente. Essa foi a sensação que ficou. Mas, o que vou fazer? Sacrificar o nosso goleador, o nosso melhor jogador? Um exemplo, que corre, marca e treina diariamente? Não vou", defendeu o técnico Marcelo Oliveira.
O lance abateu o capitão e refletiu no grupo. Autor de quatro dos oito gols do Tricolor no Campeonato Paranaense, Toscano estava animado para o seu primeiro clássico. Mostrou isso com boa movimentação mesmo com o intenso desgaste causado pelo calor , fez boas jogadas e soube driblar várias vezes a marcação, a tônica do duelo.
Sem o gol, porém, viu o Paraná cair para a nona colocação e praticamente descartar as benesses do supermando dois pontos extras e o direito de jogar todas as partidas do próximo turno em casa. A equipe tem um jogo a menos, contra o Iraty, adiado por causa da chuva e que será disputado no sábado de Carnaval. Antes disso, enfrenta o Cerâmica-RS, na estreia da Copa do Brasil, na quarta-feira. Sobrou pouco tempo para os ânimos se recuperarem.



