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Atletismo

Fabiana Murer decepciona e perde “ouro certo”

Favorita absoluta no Pan, brasileira do salto com vara acaba superada pela cubana Yarisley Silva e fica apenas com a prata

A saltadora brasileira Fabiana Murer derruba o sarrafo em uma de suas tentativas na competição de ontem. Cubana Yarisley Silva surpreendeu ao ficar com o ouro | Jefferson Bernardes/ Vipcomm
A saltadora brasileira Fabiana Murer derruba o sarrafo em uma de suas tentativas na competição de ontem. Cubana Yarisley Silva surpreendeu ao ficar com o ouro (Foto: Jefferson Bernardes/ Vipcomm)

A campeã mundial Fabiana Murer chegou a Guadalajara como favorita absoluta à medalha de ouro, que representaria seu bicampeonato nos Jogos Pan-Americanos. Mas falhou.

Ficou com a prata, ao ser de­­sa­­fiada e vencida pela cubana Yarisley Silva, que saltou 4,75 m, elevando em 15 centímetros o recorde em Pans conquistado por Fabiana há quatro anos. A brasileira ficou nos 4,70 m.

Parecia ser o ouro mais certo do segundo dia de disputas do atletismo no Pan. Mas a paulista de 30 anos teve uma adversária que levou a competição a um nível mundial. A cubana de 24 anos não se intimidou com o currículo e a boa fase da brasileira e a encarou de igual para igual.

Fabiana vinha do título mundial, com 4,85 m em Daegu, na Coreia do Sul. Ya­­risley já havia surpreendido ao saltar, na mesma competição, em agosto, 4,70 m.

Ontem, levou a melhor. A cubana começou saltando 4,30 m com perfeição. Murer esperou duas horas em meia para que o sarrafo chegasse aos 4,50 m – bem abaixo da marca que lhe garantiu o ouro inédito no Mundial. Errou as duas primeiras tentativas. Na terceira, com todas as atenções do Estádio Telmex de Atletismo voltadas para ela, passou.

No desafio seguinte – os mesmos 4,60 m que lhe garantiram o ouro e a melhor marca da competição no Pan do Rio-2007 –, também começou com erro, enquanto Yarisley seguia sem falhas. "Ela está em ascensão", alertava o técnico e marido de Fabiana, Elson Miranda, sobre a rival.

A brasileira decidiu arriscar subir mais cinco centímetros. Na segunda chance, acertou e estabeleceu o então novo recorde em Pans. A cubana não se intimidou. Pediu 4,70 m. Fabiana passou e ela também.

Nos 4,75 m, a rival teve êxito de primeira. Fabiana, não. Por duas vezes. Estrategicamente, subiu mais 5 cm, sem sucesso. Fim do sonho do bicampeonato.

Depois de conseguir a primeira medalha de ouro para o Brasil em um Mundial, e sem sua principal concorrente nas Américas na disputa, a própria Fabiana admitia o favoritismo. "Achei que 4,70 m era suficiente. E ela fez o melhor salto da vida dela", lamentou após a competição.

Ela não escondeu a frustração após a derrota. O Pan no México não era a prioridade do segundo semestre – estava mais focada no Mundial. Ainda assim, se mostrava muito determinada em ficar com o topo do pódio.

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