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Brasileiro

Falta de gols preocupa o Atlético no Mineirão

Furacão não balança as redes adversárias há três jogos e pretende acabar com a seca diante do Galo. Lopes reconhece deficiência ofensiva

Antônio Lopes: “O ataque foi objeto de muito trabalho nosso. Fizemos o que tínhamos de fazer. Como não estamos sendo felizes nas conclusões, massificamos isso" | Valterci Santos/ Gazeta do Povo
Antônio Lopes: “O ataque foi objeto de muito trabalho nosso. Fizemos o que tínhamos de fazer. Como não estamos sendo felizes nas conclusões, massificamos isso" (Foto: Valterci Santos/ Gazeta do Povo)

Para voltar a vencer no Brasileiro o Atlético precisa superar a crise de gols vivida pelo ataque. Há três partidas sem balançar a rede (contando o jogo com o Botafogo pela Sul-Americana), o Rubro-Negro espera voltar a marcar hoje, às 16 horas, contra o Atlético-MG, no Mi­­neirão.

Não foi apenas nos últimos três compromissos que o setor ofensivo decepcionou. O Furacão en­­trou na 24.ª rodada com o se­­gun­­do pior número de gols anotados na competição: 23. O time ostenta também a marca de ser o que me­­nos finaliza no campeonato – mé­­dia de 7,83 por rodada, segundo o site Globoesporte.com.

O desempenho ruim fica ainda mais claro quando o assunto é o principal ídolo do clube. Alex Mineiro já atuou em seis jogos desde que retornou à Baixada (cinco como titular) e ainda não ba­­lançou as redes. O goleador atleticano no Brasileirão é Mar­­cinho, autor de 6 gols.

Afastado pela diretoria desde o dia 30 de julho, o centroavante Rafael Moura ainda é o artilheiro do clube na temporada, com 19 gols. Mas o He-Man fez apenas 2 no Nacional.

Por causa do jejum de bolas na rede, o técnico Antônio Lopes in­­tensificou os treinos para os atacantes. Durante a semana, o De­­le­gado testou diversas formações pa­­ra enfrentar o Galo.

"O ataque foi objeto de muito trabalho nosso. Fizemos o que tí­­nhamos de fazer. Como não estamos sendo felizes nas conclusões, massificamos isso", diz Lopes.

Marcinho e Alex Mineiro fo­­ram titulares na maior parte dos co­­letivos, mas Wallyson e Gabriel Pimba também podem aparecer na equipe. A ideia é usar as mais di­­versas variantes de ataque du­­rante a partida, se necessário.

Entretanto, a falta de gols pode não ser problema apenas dos atacantes. O meia Paulo Baier vê de­­ficiência na criação das jogadas. Coin­­cidência ou não, a diminuição do poderio ofensivo da equipe caiu depois de o camisa 10 co­­meçar a sentir dores no joelho di­­reito.

"Vou até onde eu aguentar", garante. "Em relação ao que ví­­nhamos criando nas outras partidas, foi muito pouco o que fizemos contra o Flamengo (empate por 0 a 0). Temos de melhorar", diz ele.

No CT do Caju, todos sabem que a melhora precisa ser urgente mesmo. Dos quatro próximos compromissos no Nacional, três são fora de casa (além do Galo, Palmeiras e Corinthians) e só um na Arena (Sport). Marcar gols é fundamental para evitar o retorno à zona de rebaixamento.

"Estamos em um time grande e sabemos que a cobrança é grande quando não fazemos gols. Estamos trabalhando e com certeza podemos acabar com isso nesse jogo", destaca Wallyson.

Ao vivo

Atlético-MG x Atlético, às 16 horas, no PFC e no tempo real aqui na Gazeta do Povo.

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Em Belo Horizonte

Atlético-MG

Bruno; Coelho (Carlos Alberto), Werley, Jorge Luiz e Thiago Feltri; Jonílson, Corrêa, Evandro e Renan Oliveira; Rentería e Diego Tardelli

Técnico: Celso Roth

Atlético

Galatto; Manoel, Nei e Chico; Wesley, Valencia, Wellington (Fransérgio), Paulo Baier e Márcio Azevedo; Marcinho (Gabriel Pimba) e Alex Mineiro (Wallyson)

Técnico: Antônio Lopes

Estádio: Mineirão. Horário: 16 horas. Ár­­bitro: Pablo dos Santos Alves (RJ). Auxs.: Erich Bandeira (Fifa/PE) e Ediney Guerreiro Masca­­renhas (RJ)

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