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Copa 2014

Fifa discute impasse em Porto Alegre

As estruturas temporárias do Beira-Rio estão em discussão | Edison Vara/ Reuters
As estruturas temporárias do Beira-Rio estão em discussão (Foto: Edison Vara/ Reuters)

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, disse ontem que a prefeitura poderá arcar com parte dos custos para as estruturas temporárias necessárias para que o Beira-Rio receba a Copa do Mundo. O assunto preocupa os gaúchos desde que, na semana passada, o presidente do Internacional, Giovani Luigi, avisou que não vai pagar a conta, de cerca de R$ 30 milhões.

Segundo ele, a prefeitura poderá adquirir equipamentos que poderão ser reutilizados após o torneio. O investimento é necessário para as áreas de mídia, de recepção dos torcedores, de voluntários e espaços comerciais no entorno do estádio, que pertence ao Colorado.

Ontem, prefeitura, governo do estado e Internacional se reuniram em Porto Alegre e garantiram estar compromissados em encontrar uma solução para a questão até a próxima quinta-feira, dia em que a presidente Dilma Rousseff fará a inauguração oficial do estádio.

O encontro teve a participação do secretário executivo do ministério do Esporte, Luis Fernandes, do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, do CEO do Comitê Organizador Local (COL), Ricardo Trade, do vice-governador do Rio Grande do Sul, Beto Grill, do prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, e do presidente do Internacional, Giovani Luigi.

"Fifa e COL gostariam de reiterar que não está em discussão se Porto Alegre será ou não sede da Copa do Mundo. O Beira-Rio está pronto para receber partidas de futebol. A questão é a transformação do estádio para receber jogos da Copa do Mundo. Todas as partes estão compromissadas e trabalhando com empenho para encontrar uma solução para a questão das estruturas complementares", diz nota emitida pela Fifa, negando as ameaças feitas por Luigi na quinta.

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