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Vôlei

Fofão tira o sono de Zé Roberto na seleção

Técnico confirma que segue no comando das campeãs olímpicas, mas admite viver drama com a anunciada aposentadoria da levantadora, que ele ainda tenta impedir

Fofão ,  segundo Zé Roberto, era o “coração do time”. Levantadora parece irredutível na idéia de abandonar a seleção. | Ed Alves-Jornal Brasiliense
Fofão , segundo Zé Roberto, era o “coração do time”. Levantadora parece irredutível na idéia de abandonar a seleção. (Foto: Ed Alves-Jornal Brasiliense)

Ele ainda está inconformado. Apesar do alívio pela conquista do ouro em Pequim, o técnico da seleção brasileira feminina de vôlei, José Roberto Guimarães, não desiste de tentar manter a levantadora Fofão na equipe. Encontrar outra jogadora para a posição, nas palavras do próprio treinador, é a primeira pedra no caminho rumo ao bicampeonato olímpico, em Londres.

"Quando a gente troca uma levantadora, a gente troca o coração do time. Leva anos para formar outra atleta da mesma posição e do mesmo nível", disse. Ele, Fofão e Giba, da seleção masculina, estiveram ontem em Brasília para participar da cerimônia de renovação do contrato de patrocínio entre Banco do Brasil e Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) – leia matéria nesta página.

Zé Roberto fez questão de demonstrar de todas as maneiras possíveis o quanto deseja a permanência da jogadora. Enquanto ela enfatizava que sua despedida da seleção é definitiva, durante entrevista coletiva, ele se esgueirava por trás da levantadora fazendo sinais de não com as mãos.

Fofão, ao menos no discurso, permaneceu irredutível. "Parei de jogar pelo Brasil no fim de semana, em Fortaleza. É uma decisão tomada", afirmou, referindo-se à vitória contra a República Dominicana, domingo passado, pela final do torneio Final Four.

Aos 38 anos, com cinco Olimpíadas no currículo e 340 partidas pela seleção, ela falou o tempo todo com convicção sobre o assunto. Nem os elogios rasgados de Zé Roberto, segundo a levantadora, serão suficientes para fazê-la mudar de planos.

O treinador, por outro lado, aposta que o tempo pode ser capaz de reverter o quadro. "Eu tento conversar sobre o assunto, mas ela não deixa. Tem que deixar ela dar uma descansada, sentir saudades da seleção, que o papo vai ser outro."

Sem o coração original da equipe campeã, o técnico já definiu quais nomes têm preferência na briga pela vaga: Dani Lins (Rexona/Ades), Ana Tiene (Finasa/Osasco) e Fabíola (Fiat/ Minas). O principal pré-requisito das três é a boa estatura, mas a convocação e o posto de titular dependem do desempenho de cada uma na Superliga, com início em outubro.

O técnico deixou claro que nenhuma atleta tem cadeira cativa só por retrospecto. "Não é pelo fato de terem sido campeãs olímpicas que a convocação está garantida, todas vão ter que mostrar voleibol jogando pelos seus clubes."

Zé Roberto também confirmou ontem que vai permanecer no cargo. Ele, no entanto, negou o convite da CBV para ficar exclusivamente como técnico da seleção e permanece nas próximas duas temporadas no comando do Pesaro, da Itália.

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