
No próximo fim de semana, na Austrália, começa o Mundial de 2012 da Fórmula 1. E no campeonato mais longo da história serão 20 corridas ao longo de oito meses estarão reunidos seis campeões mundiais, um recorde na categoria disputada desde 1950. Dos 24 pilotos que compõem o grid nesse ano, um quarto já sentiu o gosto de vencer a disputa.
Sebastian Vettel, Jenson Button, Lewis Hamilton, Fernando Alonso, Michael Schumacher e Kimi Raikkonen concentram os títulos dos últimos 12 anos. Ao todo, o grupo coleciona 14 conquistas metade delas é de Schumacher, o "velhinho" deste time, com 43 anos. Todos querem repetir o feito e aumentar essa conta.
Mas o número recorde de campeões vai trazer mais equilíbrio à competição? "O fato de termos um grid com pilotos com esse histórico não vai alterar muita coisa. A RBR [Red Bull] segue sendo o melhor carro e Vettel deve sobrar nessa temporada", opina o comentarista da Rede Globo, Reginaldo Leme, apostando que o alemão vai se tornar o tricampeão mais novo da história.
Uma das apostas em um campeonato mais parelho está na proibição do uso dos difusores aquecidos, um dos trunfos da Red Bull. "Os carros devem perder um pouco da estabilidade traseira", afirma o comentarista da ESPN, Flávio Gomes, que projeta um ano com mais brigas por posições na pista.
A principal candidata à sombra da atual escuderia campeã é a McLaren, que, na parte final da temporada 2011, apresentou crescimento e conseguiu levar o inglês Jenson Button ao vice-campeonato. O companheiro dele, Hamilton, se envolveu em muitas polêmicas no último ano principalmente com Felipe Massa e busca retomar a regularidade.
Fora dos holofotes e com vontade de voltar a ser campeão está Fernando Alonso, da Ferrari. "A temporada é longa e exige regularidade. Isso pode favorecer o Alonso, piloto talentoso e mais completo da atualidade", diz o paranaense Tarso Marques, ex-piloto da F1. Em 2010, o título escapou do espanhol por pouco e, agora, o bicampeão e a escuderia italiana querem apagar da memória o desempenho pífio do ano passado.
Os bastidores da categoria também se agitaram pela volta do finlandês Kimi Raikkonen. O campeão de 2007 correu o Mundial de Rali nos dois últimos anos. O "Homem de Gelo" vai guiar a Lotus, equipe que apresentou bom desempenho nos testes da pré-temporada.
"Ele é muito experiente, mas, para mim, não está no nível de Alonso, Hamilton e Vettel, principalmente após alguns anos longe da Fórmula 1", analisa Luciano Burti, ex-piloto da F1, atualmente na Stock Car, e comentarista da Rede Globo.
Além disso, Michael Schumacher não pode ser esquecido. O heptacampeão ainda não venceu depois de ter abandonado a aposentadoria e quer provar que ainda pode brigar por bons resultados.
Fora do grupo dos campeões, o australiano Mark Webber, da Red Bull, corre atrás do primeiro título, mas sofre por ter na mesma equipe Sebastian Vettel. Ainda completam o grid Felipe Massa e Bruno Senna, os representantes brasileiros, e outros 15 pilotos, todos na luta para abocanhar pontos e, até mesmo, surpreender os favoritos. Está dada a largada para a temporada.



