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Cinco campeões na pista

Vettel e Alonso são apontados como principais favoritos em uma temporada que reunirá outros três donos de títulos mundiais. Mudanças no regulamento e novos pneus garantem a imprevisibilidade

Vettel, Button, Hamilton, Alonso (2 vezes) e Schumacher (7 vezes) já chegaram lá. Presença de cinco campeões mundiais tornará a temporada 2011 da Fórmula 1 ainda mais atrativa | Fotos: Heino Kalis/Reuters, Divulgação/McLaren, Divulgação/McLaren, Reuters e Heino Kalis/Reuters
Vettel, Button, Hamilton, Alonso (2 vezes) e Schumacher (7 vezes) já chegaram lá. Presença de cinco campeões mundiais tornará a temporada 2011 da Fórmula 1 ainda mais atrativa (Foto: Fotos: Heino Kalis/Reuters, Divulgação/McLaren, Divulgação/McLaren, Reuters e Heino Kalis/Reuters)

Quatro anos depois de iniciar a temporada com apenas um campeão mundial na disputa – Fernando Alonso (bi em 2005/06) –, a Fórmula 1 terá em 2011 cinco donos de títulos: além do espanhol, o heptacampeão ale­­mão Michael Schumacher (1994/95, 2000/01/02/03/04), que voltou da aposentadoria no ano passado, e os três últimos vencedores, o inglês Lewis Hamilton (2008), seu compatriota Jenson Button (2009) e o alemão Sebastian Vettel (2010). Para os analistas, Vettel e Alon­­so têm mais chances. A Red Bull, equi­­pe do atual campeão, fez uma boa pré-temporada e começa carregando certo favoritismo, seguida pela Ferrari.

O jornalista Flávio Gomes, da ESPN, acredita que a briga ficará restrita a três pilotos: Vettel e o australiano Mark Webber, da Red Bull, além do ferrarista Alonso – na opinião dele, Felipe Massa não tem condições de competir dentro da escuderia com o espanhol. "A McLaren [de Hamilton e Button] não se mostrou forte o suficiente nos testes", aponta.

Para o ex-piloto de F1, atualmente na Stock Car, e comentarista da Re­­de Globo, Luciano Burti, a McLaren ainda está no páreo. Ele também não descarta as chances de Mas­sa. "Essas três equipes devem ter uma vantagem na temporada", analisa, prevendo um cenário parecido com o do último campeonato.

O brasileiro Lucas Di Grassi, que correu pela Virgin no ano passado, acrescenta mais uma equipe: "Acho que vai ser uma briga en­­­tre as quatro maiores: Red Bull, Ferrari, McLaren e Mercedes [de Shumacher]". No entanto, aposta que o título ficará mesmo entre Ferrari e Red Bull.

As mudanças no regulamento dão o toque de imprevisibilidade. A adoção das asas traseiras móveis e a volta do Kers (Sistema de Recu­pe­ra­ção de Energia Cinética), por exem­­plo, entram na jogada com a missão de facilitar ultrapassagens.

"O Kers em 2009 funcionou bem, embora tenha sido confuso, com pouco uso das equipes, e acho que este ano continuará funcionando", diz Burti. Segundo ele, entretanto, o que realmente fará diferença são as asas traseiras mó­­veis, reduzindo a pressão aerodinâmica e au­­men­­tando a velocidade no momento das tentativas de ultrapassagem. Di Grassi, porém, não acredita que os recursos terão um papel fundamental, "mesmo porque só podem ser acionados em mo­­mentos específicos".

Gomes só vê o Kers como diferencial para as escuderias ricas, em condições de desenvolvê-lo. "Acho desnecessário", crava, criticando tam­­­bém a outra novidade da temporada. "[As asas móveis] são perigosas, pois exigem do piloto maior atenção. Cada vez mais têm sido atribuídas a ele funções além de simplesmente pilotar."

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