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fórmula 1

Com salários atrasados, pilotos ameaçam greve na F1

Cinco corredores estão com os vencimentos vencidos, entre eles Kimi Raikkonen, que não recebeu tudo desde que saiu da Lotus

Kimi Haikkonen, hoje na Ferrari, ainda não recebeu todos os vencimentos da Lotus | Toru Hana / Reuters
Kimi Haikkonen, hoje na Ferrari, ainda não recebeu todos os vencimentos da Lotus (Foto: Toru Hana / Reuters)

Às vésperas do início dos treinos para o GP da China de Fórmula 1, salários atrasados desde o ano passado podem fazer com que os pilotos promovam uma greve em breve caso as dívidas não sejam quitadas.

De acordo com a revista alemã "Sports Bild", cinco pilotos estão com os salários atrasados: Kimi Raikkonen, que ainda não recebeu o que deve da Lotus, um dos motivos para sua saída do time no fim do ano passado, Roimain Grosjean, que permanece na equipe, Nico Hulkenberg, que trocou a Sauber pela Force India nesta temporada, Adrian Sutil, que fez o caminho inverso, e Kamui Kobayashi, que correu na Sauber em 2012 e agora está na Caterham.

De acordo com a publicação, os competidores que fazem parte da GPDA, a associação de pilotos da F-1, assinaram um documento no qual se comprometem a fazer greve caso os atrasos continuem.

Apenas Raikkonen, que não faz parte da associação, e Lewis Hamilton, se recusaram a assinar o papel. "O que falamos nas nossas reuniões preferimos manter entre nós [pilotos]. Mas os times já estão cientes da situação", afirmou Hulkenberg."Claro que um piloto pode ser facilmente substituído atualmente. Talvez não com a mesma qualidade, mas eles [os times] podem se aproveitar disso."

O piloto alemão, no entanto, reconhece que as equipes não estão atrasando os salários por qualquer razão.

"Eles não estão fazendo isso por diversão. O dinheiro obviamente não chegou para eles. A F-1 é um esporte muito caro", completou Hulkenberg, que esteve perto de se transferir para a Ferrari, mas acabou preterido por Raikkonen na escuderia italiana.

Esta, porém, não é a primeira vez que os pilotos ameaçam fazer greve. Em 2011, a razão era o temor pela mudança no regulamento, que podia deixar a categoria menos segura. Dois anos antes, a razão havia sido o aumento no preço da superlicença. Nenhuma das greves, porém, saiu do papel.

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