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A situação não é tão ruim como há dois anos. Mas a Ferrari está bem longe daquela que demonstrava tranquilidade e otimismo na temporada passada. Há um ano, o time vinha de dobradinha na abertura do campeonato, no Bahrein, e não previa que a Red Bull daria início a seu domínio justamente na pista malaia.
Agora a situação é bem diferente. A estreia na Austrália ficou bem aquém das expectativas da equipe de Maranello, que em nenhum momento chegou a estar perto da disputa pela vitória. Mas não foi só. O desempenho na primeira classificação do ano foi sofrível. Fernando Alonso, o ferrarista mais bem colocado, foi quase um segundo e meio mais lento que Sebastian Vettel, o pole. Felipe Massa ficou mais meio segundo atrás do colega.
Isso fez com que o clima na equipe para o GP da Malásia, a ser disputado domingo (10), ficasse pesado. Sem vencer o Mundial de pilotos desde 2007, quando Kimi Raikkonen ficou com o troféu, a Ferrari sabe que não pode deixar seus adversários deslancharem. Apesar de Alonso dizer no paddock malaio que o clima na equipe continua o mesmo, o bicampeão tem demonstrado muita irritação e impaciência nos bastidores com o fraco desempenho em Melbourne.
Os pilotos dizem que já sabem onde erraram. "Fizemos alguns testes nestas duas semanas para entender onde devemos trabalhar após a decepção em Melbourne, onde imaginávamos lutar pela pole e pela vitória", afirmou Alonso, que terminou a prova em quarto lugar. "Nosso problema foi na classificação."
Se depender de seu retrospecto na Malásia, a Ferrari pode ficar confiante. Das 12 provas realizadas em Sepang, foi pole em sete. As últimas duas, em 2007 e 2008, com Massa. O brasileiro, que terminou em sétimo na Austrália, disse esperar um desempenho melhor neste fim de semana. "Trabalhamos muito para ter um bom carro e já entendemos o que não funcionou direito e fez com que a gente gastasse mais os pneus do que deveria."




