O ex-chefe da equipe Renault Flavio Briatore não vai escapar de uma suspensão por ter planejado a manipulação de uma corrida de Fórmula 1, apesar de um tribunal de Paris ter revogado sua exclusão do esporte, disse o ex-presidente da FIA, Max Mosley, nesta quinta-feira.
"A ideia de que no final, quando toda poeira baixar, Briatore sairá ileso é ficção. Isso não vai acontecer", disse Mosley ao jornal Times.
Mosley era o chefe da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) no ano passado quando o piloto brasileiro Nelsinho Piquet denunciou à federação que tinha recebido uma ordem da equipe Renault para bater de propósito no GP de Cingapura de 2008 para ajudar seu então companheiro de equipe Fernando Alonso.
A Renault escapou de uma punição, mas Briatore foi banido do esporte pelo escândalo. Nelsinho recebeu imunidade por ter revelado o caso.
Um tribunal de Paris decidiu na terça-feira revogar a pena imposta a Briatore pela FIA, por considerar a sentença ilegal, e ainda sugeriu que Mosley havia violado "o princípio da separação entre as entidades que são responsáveis pela investigação e o julgamento".
Mosley, que foi sucedido na FIA pelo francês Jean Todt, disse que a decisão do tribunal poderia enfraquecer a autoridade da FIA.
"Se nós não pudermos punir alguém por fazer o que Briatore e Symonds (o ex-engenheiro da Renault Pat Symonds) fizeram, então o propósito e as bases da FIA estarão em dúvida, porque isso fere a segurança, a integridade e todos os pontos fundamentais da nossa atividade", disse ele.







