
O GP da Malásia de 2012, que será disputado na madrugada de amanhã, a partir das 5 horas (de Brasília), marca um ano desde que o pódio de uma etapa da F1 foi ocupado por um piloto que não estivesse a bordo de uma Red Bull, uma McLaren ou se chamasse Fernando Alonso. O "intruso" foi Nick Heidfeld, terceiro colocado com a Renault. Desde então, o quinteto formado pelo espanhol, Sebastian Vettel, Mark Webber, Jenson Button e Lewis Hamilton monopolizou as três primeiras colocações em 18 etapas seguidas, a maior sequência da história.
Os cinco pilotos também mantêm outra imponente hegemonia: há 43 GPs dividem as vitórias exclusivamente entre si. Estão a 10 conquistas de igualar o feito de Ayrton Senna, Alain Prost, Nelson Piquet, Nigel Mansell e Gerhard Berger, que monopolizaram os primeiros lugares entre os GPs do Brasil de 1986 e dos Estados Unidos, de 1989. Para se ter uma ideia, a última vez que a categoria viu um vencedor que não fosse um dos cinco foi no GP da Itália de 2009, quando Rubens Barrichello conquistou a 101.ª vitória brasileira na F1.
Mas o domínio é ainda mais impressionante em número de pódios. Vettel, Webber, Button, Hamilton e Alonso conquistaram, juntos, 55 dos 57 troféus distribuídos na temporada passada. E, para variar, a dupla da McLaren e o atual bicampeão do mundo começaram 2012 abocanhando as três primeiras colocações no GP de abertura do ano, na Austrália foram seguidos justamente pelo australiano e o espanhol na classificação.
Os pilotos que aparecem como os mais fortes candidatos a quebrar essa marca preferiram adotar um discurso mais discreto nesse GP malaio. A Mercedes de Nico Rosberg e Michael Schumacher aparece bem em uma pista recheada com retas, enquanto a Lotus de Kimi Raikkonen surge como candidata a surpresa. "Sinto que as coisas estão indo na direção certa, mas ainda não sabemos onde estamos em comparação com os outros", afirmou Rosberg, que foi bem na classificação na primeira prova, mas sofreu no ritmo de corrida. Raikkonen, que viveu situação inversa à do alemão na Austrália, seguiu na mesma linha. "Está difícil encontrar o equilíbrio e temos algum trabalho pela frente em relação ao acerto."
Enquanto isso, o quinteto fantástico da F1 agradece.



