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GP do Japão

Sobrou

Terceiro lugar na corrida de ontem coroa a temporada quase perfeita do alemão Sebastian Vettel, que se torna o mais jovem bicampeão da F1

Momentos do dia especial para o alemão Sebastian Vettel, da Red Bull, ontem, em Suzuka. Mais jovem bicampeão da F1 se emocionou e distribuiu agradecimentos após confirmar o título | Kim Kyung-Hoon/ Reuters
Momentos do dia especial para o alemão Sebastian Vettel, da Red Bull, ontem, em Suzuka. Mais jovem bicampeão da F1 se emocionou e distribuiu agradecimentos após confirmar o título (Foto: Kim Kyung-Hoon/ Reuters)
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Suzuka, Japão - Era apenas questão de tempo. E não demorou. Com cinco corridas ainda por disputar, Sebastian Vettel só precisava de mais um pontinho, ou ver o inglês Jenson Button não subir ao topo do pódio, para comemorar o título. O rival até ganhou ontem, no Japão, mas o alemão da Red Bull fez bem mais do que o décimo lugar que precisava: ao cruzar a linha de chegada em terceiro, se tornou o mais jovem bicampeão da história da Fórmula 1 – no ano passado havia se tornado o mais jovem campeão.

"Foi um campeonato fantástico. Vou precisar de um tempo para en­­tender o que conquistamos", afirmou Vettel. Em 15 etapas, ele somou 12 poles e 9 vitórias – nas seis corridas que não venceu, foram quatro segundos lugares, um quarto e um terceiro. "No ano passado, a diferença do nosso carro para os adversários era maior. Mas cometemos muitos erros estúpidos. Agora, esse título é mais da equipe, que cresceu em to­­dos os seus setores. Atingimos a Lua", continuou o bicampeão, que conquistou o título da temporada anterior apenas na última prova, em Abu Dabi.

Restam quatro corridas em 2011: Coreia do Sul, no próximo domingo, Índia (30/10), Abu Dabi (13/11) e Brasil (27/11). Chances para Vettel continuar batendo re­­cordes, co­­mo igualar Schumacher em nú­­mero de vitórias em um ano, 13, e em porcentagem de pontos pos­­síveis, 84,7%; e superar o inglês Ni­­gel Man­­sell em poles, 14, e porcenta­gem de voltas na liderança, 66,9%.

Ao seu estilo humilde, o alemão distribuiu agradecimentos. Além dos cerca de 500 funcionários da equipe – "não apenas nos GPs, mas de segunda a sexta-feira também, na fábrica, dão tudo de si para lutarmos pelo título" –, dedicou palavras emocionadas ao personal trainer e amigo, o finlandês Tommi Parma­­koski – "ele me ajudou muito a recolocar os pés na terra" – e à grande parceira Red Bull, empresa com a qual começou sua relação aos 12 anos, quando pediu apoio para terminar um campeonato de kart em troca de colocar um adesivo da marca no pequeno carro – "nada disso seria possível se naquele momento eu não tivesse recebido um ‘sim’".

A Red Bull pode garantir também o título de construtores na Coreia do Sul. E a concorrência sabe que terá de errar o mínimo possível se quiser ter chances em 2012. "Garantimos o mesmo grupo de trabalho. Não vejo razão para não repetirmos o sucesso", avisou o ex-piloto austríaco Hel­mut Marko, mentor da equipe.

De novo

Após mais uma batida com o inglês Lewis Hamilton, o brasileiro Felipe Massa disse que não adianta procurar o piloto da McLaren para conversar porque ele simplesmente não aprende. "Acho que a FIA errou em não punir o Hamilton. Vimos neste ano pilotos sendo punidos por muito menos. Mas também o que eu falo não adianta nada, o que vale é o que a federação acha e hoje eles não quiseram dar uma punição", reclamou Massa, sétimo colocado no Japão – Hamilton terminou em quinto. O incidente resultou numa grande parte da asa dianteira da Ferrari do brasileiro quebrada, assim como o assoalho. Os dois outros brasileiros, Bruno Senna, da Lotus Renault, e Rubens Barrichello, da Williams, terminaram apenas na 16ª e 17ª posições, respectivamente.

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