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Automobilismo

Surpresas ganham força na abertura da F1

Após pré-temporada mais curta da história, e do pouco tempo para ajustar os carros, GP da Austrália não tem favoritos

Bruno Senna, estreando na Williams, prevê início empolgante na Austrália: “O negócio vai estar quente” | Paul Crock/ AFP
Bruno Senna, estreando na Williams, prevê início empolgante na Austrália: “O negócio vai estar quente” (Foto: Paul Crock/ AFP)

"O negócio vai estar quente", pre­­vê Bruno Senna antes do GP de abertura da temporada da Fórmula 1 em 2012, amanhã, em Melbour­­ne, na Austrália. A expectativa é justificável. Afinal, além de terem vivido a pré-temporada mais curta de sua história, com apenas 12 dias de testes coletivos, as equipes tiveram pouco tempo de pista seca pa­­ra acertar seus carros para a etapa inaugural do campeonato, com lar­­gada às 3 horas (de Brasília).

Ainda que haja uma certa tradição da primeira corrida do ano apontar o campeão da temporada – por nove vezes nos últimos 12 anos, quem venceu o título também conquistou o GP que inicia o campeonato –, o pouco desenvolvimento dos carros também costuma embolar as posições e causar algumas surpresas, como lembra o espanhol Fernando Alonso, da Fer­­rari.

"Na primeira corrida é comum acontecer surpresas. Assim como sempre na metade final do campeonato nos acostumamos ao domínio de uma equipe e as posições es­­tão mais ou menos estabilizadas, a primeira corrida do ano sempre gera alguma surpresa. Ano passado, Petrov fez pódio aqui e, no final do ano, houve corridas em que es­­te­­ve fora do Q2", afirmou, citando a única vez em que o piloto russo, à época na Re­­nault, ficou entre os três melhores na carreira.

Junto dessa tendência normal dos carros estarem mais nivelados, a menor quilometragem devido à chuva fez com que procedimentos de praxe, como a avaliação das di­­ferenças entre os compostos de pneus, fundamental para a definição da estratégia de corrida, fossem atrapalhadas. E, para piorar o cenário, isto ocorre em um mo­­mento no qual a fornecedora da borracha, a Pirelli, fez mudanças a fim de aproximar o rendimento dos pneus macio e duro.

No entanto, como lembra Jen­­son Button, da McLaren, estão to­­dos no mesmo barco. "São infor­­ma­­ções úteis, mas você sempre gostaria de mais. Mas é o mesmo para todos. Espero que com a pouca quilometragem encontremos um equilíbrio melhor que todo mundo", refletiu o piloto.

Mesmo com a quilometragem longe da ideal, algumas equipes já perceberam que terão muito trabalho pela frente. É o caso da Lotus de Kimi Raikkonen. Após liderar diversas sessões na pré-temporada, o finlandês reconheceu que o desempenho foi aquém do esperado e revelou problemas na direção assistida de seu carro.

"Ela está funcionando bem em algumas condições e, em ou­­tras, tem nos dado problemas. Es­­pero que tenhamos uma nova na próxima corrida e possamos melhorá-la. Vai ser difícil acertar totalmente, mas é possível me­­lhorar." Com o GP da Malásia lo­­go na próxima semana, quem fi­­car para trás neste domingo na Austrália sabe que não há muito tempo a perder.

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