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Série B

Fortaleza vence clássico no Castelão

Resultado de 1 a 0 sobre o rival Ceará coloca o Tricolor na liderança da competição

Fortaleza e Ceará fizeram um clássico eletrizante nesta sexta-feira, no Castelão. Melhor para o Tricolor que, com gol do estreante Bruno Mezenga, derrotou o arqui-rival por 1 a 0. Com o resultado, o Fortaleza assumiu a liderança provisória da competição, com 12 pontos. O Ceará, derrotado, perdeu uma posição: agora é o décimo colocado. Na próxima rodada, o Tricolor de Aço vai a Brasília enfrentar o Gama, no Mané Garrincha. Já o time alvinegro terá pela frente o CRB, no Castelão.

Desde o início, as equipes mostraram que queria jogo, marcar gols. Os dois treinadores, que fizeram mistério para divulgar a escalação, optaram pelo mesmo esquema de jogo: meio-de-campo com dois apoiadores, o que contribuiu para deixar o jogo aberto.

Do lado tricolor, o veloz Rogerinho caía pela esquerda, desequilibrando a marcação adversária com tabelinhas rápidas com Aldivan. Quando o lateral-esquerdo passava, a marcação ficava no mano a mano e Rogerinho aproveitava. Ou acionava o companheiro, ou puxava para dentro.

Inferior tecnicamente, o Ceará tinha menos posse de bola, mas tinha Tiago Maciel, responsável pela armação das jogadas de ataque. Completo, pegava a bola no campo defensivo e carregava o time para a frente, mostrando muito fôlego nas arrancadas e visão de jogo quando acionava Ciel e Warley.

O Fortaleza era melhor quando o Ceará criou a primeira oportunidade concreta de gol. Romildo desarmou Ari e partiu em velocidade. Após lançamento, o lateral-direito Niel arriscou da entrada da área e a bola saiu tirando tinta da trave de Getúlio Vargas.

A resposta tricolor veio em seguida. A dupla Aldivan e Rogerinho apareceu pela primeira vez. O lateral acionou Rogerinho, que cruzou rasteiro. Adriano Chuva chegou atrasado, para desespero do técnico Marco Aurélio. Em outro cruzamento de Rogerinho, Chuva chegou na hora certa e cabeceou com força, mas a bola explodiu na trave.

Empolgado, o Fortaleza pressionava. Se pela esquerda a dupla Aldivan/Rogerinho ia bem, o mesmo acontecia na meia-esquerda, com Ari e Simão. No meio da primeira etapa, o apoiador obrigou Adílson a fazer grande defesa. Rinaldo, no lugar certo, pegou o rebote, mas o goleiro fez milagre, levantando a torcida do Ceará.

Na volta para o segundo tempo, substituições. Bruno Mezenga, ex-Flamengo, entrou no lugar de Rinaldo e mostrou estar ligado no jogo, ao cabeçear, com perigo, cruzamento da esquerda. O lance arrancou o tradicional "uhhh" da torcida do Fortaleza.

O Fortaleza seguia melhor, mas o Ceará, uma vez ou outra, assustava. Quando isso acontecia, sobrava para Getúlio Vargas salvar o Tricolor. Num chutaço colocado de Warley, que aproveitara vacilo de Preto, o goleiro decolou no ângulo e pôs para escanteio.

Se na primeira vez que tocou na bola Mezenga cabeceou para fora, na segunda, após cruzamento de Rogerinho, ele executou a cabeçada com precisão, sem chances de defesa para Adílson, abrindo o placar: 1 a 0 Fortaleza, aos 14 da etapa final. O técnico do Ceará, então, não pensou duas vezes: ciente da necessidade de vencer, tirou o zagueiro Luís Carlos e pôs o atacante Zé Augusto.

Mas quem quase balançou a rede foi o Fortaleza. Rogerinho bateu falta na barreira e a bola sobrou para Chuva concluir no travessão. Quando tudo indicava que o time chegaria ao segundo gol, Ari simulou ridiculamente um pênalti e levou o segundo cartão amarelo, sendo expulso.

O Ceará passou, então, a pressionar o rival. Em vão, pois o Fortaleza se fechou em sua defesa e segurou o resultado até o apito final.

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