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Brasileiro

Furacão acaba com escalada são-paulina e mantém tabu

Atlético confirma boa fase com Antônio Lopes e superioridade diante do Tricolor. Equipe paulista nunca venceu na Arena

A defesa do Atlético segurou bem o ataque paulista: o ex-rubro-negro Washington praticamente sumiu no meio da marcação dos donos da casa | Valterci Santos/ Gazeta do Povo
A defesa do Atlético segurou bem o ataque paulista: o ex-rubro-negro Washington praticamente sumiu no meio da marcação dos donos da casa (Foto: Valterci Santos/ Gazeta do Povo)
Ficha técnica do jogo |

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Ficha técnica do jogo

Na Arena da Baixada o São Paulo não tem vez. Ontem, pela 11.ª oportunidade, o Tricolor do Mo­­rumbi visitou a casa do Atlético e não venceu. A vitória do Furacão por 1 a 0, gol de Paulo Baier, foi a oitava frente à equipe paulista no estádio – três empates completam o retrospecto desde 1999, ano de inauguração da praça de esportes.

Nem mesmo a fase dos tricampeões brasileiros, que não perdiam há nove rodadas e haviam ganhado sete partidas seguidas, derrubaram o jejum. Com isso, quem sobe no Brasileirão é o Rubro-Negro. O time do técnico Antônio Lopes confirma que a ascensão não foi encerrada com a derrota para o Vitória (2 a 1, na quarta-feira), conforme previa o treinador.

"Nada melhor do que uma grande vitória sobre o São Paulo para confirmar esse nosso mo­­mento", exalta o zagueiro Chico, defensor pela esquerda na inédita linha completada por Fransérgio e Manoel.

Mais do que a posição na classificação (subiu para 13.º com 27 pontos), o duelo de ontem teve muitos outros motivos para fazer a festa do torcedor. Se não bastasse a inauguração do setor Brasílio Itiberê logo diante do adversário que não enfrentou o Atlético na Arena na final da Libertadores de 2005 (por falta de capacidade o jogo ocorreu em Porto Alegre), Dagoberto estava com a camisa são-paulina.

Destaque do Furacão entre 2002 e 2006, o atacante deixou a equipe paranaense em litígio com a direção. Dago nunca havia retornado ao estádio desde que foi para o Morumbi há pouco mais de dois anos. Durante a execução dos hinos, em toda vez que tocava na bola e no momento em que foi substituído, o desafeto dos atleticanos ouviu as maiores vaias da história da Arena.

Pressão que fez a diferença a favor dos donos da casa. A sinergia entre time e torcida, marca do Ru­­bro-Negro como mandante em quase toda a última década, parece ter definitivamente retornado. Da arquibancada, o grito de "o Furacão voltou, o Furacão voltou", explica a nova fase.

"O torcedor quer muita garra e entrega da equipe. Assim, sempre estarão incentivando. Desde que estou aqui, isso não tem faltado", destaca Lopes. "Dentro de casa temos de fazer um caldeirão da maneira que a torcida faz", emenda Paulo Baier.

Para manter o encanto, os co­­mandados de Lopes terão a dura prova de tentar uma vitória fora de casa, sábado que vem, contra o Náutico, sem o maestro Paulo Baier e o volante Valencia, suspensos. De­­safio que, se superado, deixará a antiga preocupação com a zona de rebaixamento quase esquecida.

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