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Memória

Apaixonados recontam os gols de Duílio Dias

Trio de pesquisadores se dedica a revelar os feitos do maior artilheiro do futebol paranaense, que brilhou por Operário, Coxa e Água Verde

  • André Pugliesi
Duílio Dias durante um dos treinos do Coritiba na década de 50: cinco vezes campeão paranaense |
Duílio Dias durante um dos treinos do Coritiba na década de 50: cinco vezes campeão paranaense
 
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Duílio Dias é o maior artilheiro do futebol paranaense. Disso ninguém tem dúvida alguma – os cinco títulos de goleador do Estadual, com 119 gols marcados trajando as camisas do Coritiba e do Água Verde estão aí para provar. A história completa sobre o atacante ponta-grossense falecido em 1991 aos 56 anos, entretanto, ainda não foi contada.

Afinal, quantos gols Duílio Dias anotou ao longo de sua vitoriosa carreira? É o que um trio de pesquisadores do esporte pretende responder, investigando todas as bolas na rede que o avante já meteu, em partidas oficiais, amistosas, por seleções etc. Há, para o momento, apenas um número preliminar: 295 gols em jogos oficiais.

O objetivo é posicionar o grandalhão matador entre os principais do Brasil. “Não temos exatamente o número de gols que o Duílio fez. Sabemos dos jogos oficiais, mas faltam muitos amistosos”, afirma Guilherme Straube, empresário do ramo de informática e integrante do grupo de pesquisadores Helênicos, guardiões do passado do Coritiba.

No Couto Pereira (de 54 a 63), o ponta de lança tem computado 202 tentos em compromissos oficiais, cinco vezes campeão e quatro artilheiro do Paranaense (1955, 57, 58 e 60). Desempenho que vale ao Canhão – apelido graças ao chute fortíssimo, desferido com qualquer um dos pés – o status de maior goleador coxa-branca desde que Fritz Essenfelder levou uma bola ao Clube Teuto-Brasileiro.

“Nós temos a lista dos amistosos que ele participou pelo Coritiba, mas ainda não conseguimos todas as fichas, os relatos, mesmo porque alguns não estão nos jornais”, adverte Straube.

Restam incertezas também sobre o fim da trajetória do atacante, quando defendeu o Água Verde (de 63 a 65), uma das agremiações que deram origem ao Paraná. Vestindo a outra camisa alviverde, Duílio ainda foi goleador do certame de 1963, com 23 bolas na rede.

Em jogos oficiais, chacoalhou o barbante em 33 oportunidades pelo saudoso Água Verde. Mas não foi só isso... “Só tenho os amistosos do Duílio em 1964, sei que ele jogou também em 1965. É o que falta para ter uma ideia melhor”, declara James Skroch, engenheiro cartográfico e pesquisador do Tricolor da Vila Capanema.

Para o momento, há números fechados apenas do início da carreira de Duílio, na terra natal, representando o Operário Ferroviário (de 50 a 54). No Fantasma, o ainda jovem atacante rompedor realizou 62 confrontos oficiais, com 60 gols. Pisou o gramado também em 14 amistosos, anotando outros 10.

“Conseguimos fazer um bom levantamento dele no Operário, não creio que haja algum furo”, assegura Ângelo Delfino, médico pediatra e pesquisador do tradicional clube de Ponta Grossa.

Diante do quadro geral, resta esperar pelo cálculo final, algo que o trio de “arqueólogos” do futebol paranaense deseja entregar em breve. Aí sim, a piazada que joga bola na Rua Duílio Dias, no Xaxim, poderá, enfim, ter a noção exata da marca do artilheiro que batiza o endereço de casa.

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