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Brasileiro

Atlético perde, mas festeja Maestro centenário

Com cinco desfalques, Furacão é derrotado pelo Criciúma por 2 a 1, no entanto comemora o esperado gol 100 de Baier em pontos corridos

Na derrota do Atlético para o Criciúma, alento rubro-negro foi o 100.º gol de Paulo Baier nos pontos corridos do Brasileiro | Fernando Ribeiro / Futura Press / Folhapress
Na derrota do Atlético para o Criciúma, alento rubro-negro foi o 100.º gol de Paulo Baier nos pontos corridos do Brasileiro (Foto: Fernando Ribeiro / Futura Press / Folhapress)

Com as mãos apontando para o céu, Paulo Baier agradeceu, em uma comemoração discreta. "Obrigado", repetiu o meia de 39 anos aos 15 minutos do segundo tempo da partida de ontem, contra o Criciúma, em Santa Catarina. Com uma pancada de fora da área que acertou o travessão antes de balançar a rede, o meia havia acabado de alcançar a sonhada marca de 100 gols em Brasileiros de pontos corridos. O golaço histórico, no entanto, não evitou a derrota do Atlético por 2 a 1.

Veja os números de Baier nos pontos corridos

A torcida catarinense, que até então via o Tigre vencer com gols de Fábio Ferreira (6/1.º) e Wellington Paulista (27/1.º), aplaudiu de pé o feito de Baier. Ao fim do jogo, cantou o nome do camisa 30. "[Não comemorei] por questão de respeito ao clube onde praticamente comecei. Tenho muito carinho pelo Criciúma, pela cidade, pela torcida", falou o camisa 30, cercado por repórteres na saída do gramado.

"Logicamente que eu queria a vitória. Feliz pelo gol; triste por não ter feito o segundo para empatar", continuou o atleta, que recebeu uma placa do Furacão pela conquista pessoal.

Baier foi revelado pelo São Luiz-RS, mas o clube car­­voeiro foi onde o Maestro verdadeiramente despontou para o futebol. Mesmo dez anos após a última passagem dele por lá, o carinho mútuo persiste. A ligação é tão forte que foi justamente com a camisa amarela, branca e preta que o hoje veterano iniciou sua saga para ser o maior artilheiro dos pontos corridos.

Jogando como ala-direito e com uma calvície ainda precoce, Paulo Baier marcou de pênalti na derrota para seu atual time, na Arena da Baixada. A data era 27 de abril de 2003.

Até o centésimo gol, o jogo era todo do Criciúma, que saiu da zona de rebaixamento com o triunfo. O panorama mudou após Baier descontar – o ex-atleticano Galatto brilhou com duas ótimas defesas. A competitividade mostrada no segundo tempo é o que Mancini espera no sábado, na decisão antecipada por uma vaga no G4 do Brasileiro, diante do quinto colocado Botafogo, no Rio de Janeiro.

"[Será um jogo] decisivo, não tenha dúvida. É uma final para nós. O Botafogo vai jogar sua sorte, já que saiu do G4 e está em quinto [quatro pontos atrás do Rubro-Negro]. Há necessidade de sermos a equipe da segunda etapa para os neutralizarmos e somarmos pontos", pediu o treinador, que não deve poupar ninguém no Maracanã, mesmo com a primeira parte da decisão da Copa do Brasil, contra o Flamengo, já na próxima quarta-feira, em Curitiba.

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