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Brasileiro

Atlético rejuvenesce três anos e aposta em promessas

Furacão ficou mais jovem entre 2013 e 2014. Maioria dos atletas tem pouca idade e baixa rodagem

Mosquito, atacante do Atlético | Albari Rosa / Gazeta do Povo
Mosquito, atacante do Atlético (Foto: Albari Rosa / Gazeta do Povo)

O Atlético iniciou o Brasileiro com um time mais novo, mais baixo e menos experiente do que aquele que começou o campeonato no ano passado. Apesar de estrear com vitória sobre o Grêmio – ao contrário da última temporada, quando perdeu para o Fluminense na largada –, a aposta rubro-negra em promessas está mais intensa do que nunca.

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O perfil do jogador atleticano é o seguinte: 22,2 anos de idade, 1,76 m de altura e pouca rodagem na elite do futebol nacional. Dos 14 atletas utilizados pelo técnico Miguel Ángel Portugal no último domingo, em Florianópolis, apenas seis já disputaram a Série A anteriormente, totalizando 11 participações em campeonatos. Com exceção da participação na Libertadores deste ano, nenhum tem outra experiência internacional.

Em 2013, o plantel que iniciou a campanha da terceira colocação tinha, em média, 1,79 m de altura e 25 anos de idade. A diferença mais gritante, entretanto, está na bagagem acumulada. Entre os 14 nomes que então foram escalados por Ricardo Drubscky somavam-se 28 participações na elite, distribuídas entre oito jogadores.

E o perfil dificilmente vai mudar. A juventude é a característica mais evidente do grupo por filosofia da diretoria. Com poucas opções, o treinador pediu paciência com o time após um triunfo pelo placar mínimo e "muito sofrimento" contra os gaúchos.

Reforços de peso então, nem pensar. "Para um time como o Atlético, é difícil fazer grandes contratações. Portanto temos de mirar mais jogadores jovens do que jogadores com uma grande carreira", falou Portugal, em entrevista à RPC TV.

O lateral-esquerdo Natanael, 23 anos, serve de exemplo do modus operandi atleticano. Ele chegou ao CT do Caju no início do ano com currículo curto – só defendeu Cuiabá, Serra-ES e Operário-MT na carreira. Mesmo assim, virou titular de imediato. Investimento pequeno, salário baixo, mas grande potencial de retorno.

"A gente tem um time jovem, sim, mas guerreiro. É um time que todo mundo está querendo buscar o seu espaço, todo mundo está querendo crescer na vida. Isso faz a diferença em campo. O time tem bastante velocidade. Falta um pouco de maturidade", resumiu o lateral.

Para efeito de comparação, o atual campeão brasileiro Cruzeiro começou a Série A com uma equipe cuja média de idade é de 26,2 anos. Entre os titulares de Marcelo Oliveira, apenas dois tinham passagem pelas categorias de base do clube – quatro a menos do que no Atlético, que tem o promissor meia Marcos Guilherme, 18 anos, como dono da camisa 10. Além dele, Cleberson, Deivid, Éderson, Marcelo e San­­tos foram formados no CT ­­do Caju, e hoje são a cara do Atlético.

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