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Atlético se afasta da ZR com virada sobre o Galo mineiro

Atlético vence o xará mineiro por 2 a 1, de virada, e acaba com uma invencibilidade de 52 jogos do campeão da Libertadores como mandante

Everton abriu caminho para a importante vitória do Furacão no Independência | Cristiane Mattos/Futura Press/Folhapress
Everton abriu caminho para a importante vitória do Furacão no Independência (Foto: Cristiane Mattos/Futura Press/Folhapress)

Em três minutos, o Atlético derrubou ontem, em Belo Horizonte, o melhor time das Américas. O Atlético-MG, que nunca havia perdido na Arena Independência e somava 52 jogos de invencibilidade como mandante (38 no Independência), tinha o duelo nas mãos após Bernard abrir o placar a dez minutos do fim.O bordão da torcida de "Caiu no Horto, tá morto", que embalou a conquista da Libertadores, provocava mais uma vítima. Mas o que começou como festa terminou como decepção para o anfitrião.

Revelação do Galo e um dos destaques da seleção bra­­sileira – que deve trocar Mi­­nas Gerais pela Ucrânia (Shakhtar Donetsk) por cerca de R$ 75 milhões –, Bernard foi expulso após tirar a camisa na comemoração do gol, logo em sua 100.ª aparição pelo clube.

Com um homem a mais em campo, o Furacão se viu incentivado a abrir mão do contra-ataque, partiu para cima e, em pleno Horto, virou a partida, com Everton (40/2.º) e Éderson (43/2.º).

Mais do que colocar o Ru­­bro-Negro na parte de cima da tabela, com 13 pontos, o triunfo por 2 a 1 injeta alta dose de moral no grupo. "Não tenho dúvida de que esse tipo de vitória faz com que o time readquira confiança e dá a chance de a gente deslanchar no campeonato", comemorou o técnico Vagner Mancini, de participação crucial no resultado.

Após sofrer o gol, o co­­man­­­­dante trocou Bruno Sil­­va por Zezinho. O capitão do sub-23 foi decisivo ao acertar passes precisos para ambos os gols paranaenses. "Após tudo isso, espero que o torcedor passe a acre­­ditar. Estamos no início, tem muita coisa a ser fei­­ta, não estamos no ponto ideal. Mas as vitórias de hoje [ontem] e de sábado [3 a 2 sobre a Portuguesa] podem nos colocar em uma disputa diferente, mais acima na tabela", aposta o comandante, que armou o time para marcar muito e explorar os contragolpes.

A estratégia atleticana funcionou muito bem desde o apito inicial até o momento em que sofreu o gol. Com velocidade, o Atlético conseguia levar perigo ao gol de Victor. A melhor chance do primeiro tempo veio com Elias, em chute de fora da área.

Mais vazada do campeona­­to até o início da rodada, a de­­fesa rubro-negra teve problemas apenas quando o Galo acionou Bernard.

No segundo tempo, o script continuou o mesmo. Marcação forte e saída rápida do campo de defesa, principalmente com o lateral-direito Léo. A maior posse de bola dos donos da casa (59%) não significou predominância no campo. Nem mesmo quando levou um baque. Ontem, quem morreu, foi o Galo.

"Foi uma vitória suada, assim como foram as últimas, mas é óbvio que estamos satisfeitos", conclui Mancini, que segue invicto. São três vitórias e dois empates, entre Nacional e Copa do Brasil.

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