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Castigo ao Atlético sem torcida na Arena termina com melancolia e demissão

Último dos nove jogos de punição ao Furacão foi um 0 a 0 insosso com o Bahia na Bahia vazia que levou à queda do técnico Doriva

  • PorRobson Martins
  • 24/08/2014 21:02
Em partida fraca tecnicamente, jogadores de marcação, como o volante Deivid, sobressaíram | Hugo Harada/ Gazeta do Povo
Em partida fraca tecnicamente, jogadores de marcação, como o volante Deivid, sobressaíram| Foto: Hugo Harada/ Gazeta do Povo

Opinião

Demissão de Doriva era previsível

Robson Martins

A demissão do técnico Doriva do Atlético era algo previsível. O treinador, que pegou um time bem trabalhado pelo auxiliar Leandro Ávila, teve problemas para acertar a defesa e não conseguiu mais fazer o ataque rubro-negro render como antes. Além disso, Doriva cometeu o pecado capital de manter o atacante Douglas Coutinho, artilheiro do time no Brasileiro com sete gols, no banco de reservas para deixar em campo um Cléo, fraco tecnicamente, e um Marcelo, em baixa desde que a sua negociação com o Corinthians foi frustrada.

Óbvio que nem tudo foi ruim. A escolha por Dráusio na zaga na última rodada foi acertada e deve ser mantida. Léo Pereira seria queimado com a volta da torcida para a Baixada. A ausência da contratação de um zagueiro e um meia armador, extremamente necessários, não é responsabilidade do ex-treinador. Culpa da diretoria rubro-negra, que devia se preocupar mais com a busca de reforços do que com o trabalho da imprensa. Hoje não é assim.

O fim da punição ao Atlético — nove jogos, sendo cinco a pelo menos 100 km de Curitiba e quatro com portões fechados — por causa da selvageria ocorrida em Joinville entre torcedores rubro-negros e vascaínos, na última rodada do Brasileiro do ano passado, não podia ter sido mais melancólico. Além das arquibancadas da Arena da Baixada totalmente vazias, o que se viu em campo ontem foi um futebol abaixo da média no empate por 0 a 0 entre Furacão e Bahia. Resultado que levou à demissão do técnico Doriva.

Com o resultado, o Atlético ficou estagnado em nono lugar, com 24 pontos, sete abaixo do G4 e sete acima da zona de rebaixamento. O Tricolor baiano, com 16 pontos, subiu uma posição, mas ainda está na ZR, em 18.º lugar.

No final o que restou aos jogadores foi esperar que a partir do dia 3 de setembro, quando enfrentam o América-RN pela Copa da Brasil na Baixada, o apoio da torcida faça o desempenho da equipe melhorar. Antes disso o Furacão tem o jogo de ida contra o América-RN e o duelo com o Goiás pelo Brasileiro fora de casa.

"Não conseguimos impor o nosso ritmo, a velocidade. O Bahia marcou muito bem", lamentou o atacante Marcelo. "A torcida sabe sua importância. Com a volta dela as coisas vão melhorar bastante", apostou o jogador.

Em uma partida na qual chute a gol era algo raro, o Atlético teve apenas duas oportunidades claras de gol. Aos 29 minutos do segundo tempo, Douglas Coutinho, que mais uma vez começou no banco de reservas, cabeceou um cruzamento de Cléo para fora. Já aos 38 minutos quem perdeu uma oportunidade ainda melhor foi Bruno Mendes, ao arrematar em cima do goleiro.

Apesar de o time estar há três jogos sem vencer, os jogadores atleticanos não enxergam grandes motivos para preocupação. "Está tudo tranquilo. O nosso time está bem na tabela. Não tem porque desesperar", disse o atacante Douglas Coutinho, que preferiu não criticar o agora ex-técnico Doriva por mais uma vez, mesmo sendo o artilheiro do time, deixá-lo no banco de reservas,

"É ruim, mas eu respeito a opinião do treinador, se não vou estar desmerecendo a atuação de quem está no meu lugar", disse. "Eu vou trabalhar estes dois dias [antes do jogo de quarta, contra o América-RN, em Natal], para ver se consigo pegar a vaga de titular. Se não, vou estar no banco para ajudar a equipe", acrescentou.

Uma nota negativa no fim da partida foi a atuação dos seguranças do Atlético, a pedido da diretoria do clube, que tentaram impedir integrantes da imprensa de trabalhar, inclusive de fazer entrevistas com jogadores e o técnico do Bahia.

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