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Sul-Americana

De olho em projeção, Atlético larga com força máxima na Sul-Americana

Diante do mistão do Joinville, Furacão inicia caminhada em torneio internacional visando calendário cheio na próxima temporada

Milton Mendes durante o último treino do Atlético antes da estreia na Sul-Americana. | Jonathan Campos/Gazeta do Povo
Milton Mendes durante o último treino do Atlético antes da estreia na Sul-Americana. (Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo)

Com grandes expectativas, o Atlético estreia na Copa Sul-Americana nesta quinta-feira (20), às 21h15, na Arena Joinville. Ao contrário do JEC, que poupará vários titulares, o Furacão vai a Santa Catarina com força máxima. Reflexo do pensamento da diretoria, que trata a competição continental como prioridade para o segundo semestre.

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A opção tem lógica. Além de um caminho aberto até pelo menos às semifinais – sem rivais tradicionais no cruzamento – o torneio é uma grande oportunidade para reforçar a a marca atleticana pela América do Sul, habitat que El Paranaense visitou pela última vez na Libertadores de 2014, eliminado na fase de grupos.

O fator mais importante, porém, é difícil de ser mensurado. “O ganho maior nem é de visibilidade, mas sim de marca. É a movimentação com o torcedor, que tem a possibilidade de ver o time jogar bem e avançar na competição”, explica o jornalista e especialista em gestão e marketing esportivo Erich Beting.

O Internacional é o exemplo a ser seguido pelo Furacão, na opinião de Beting. Em 2008, então com pouca chance de fechar o Campeonato Brasileiro no G4, a equipe gaúcha mobilizou a torcida para a disputa continental, que até então ficava em segundo plano.

“A tendência é de que o Atlético fique em uma posição intermediária [na Série A], então a Sul-Americana vira um baita motivo, além de conectar time e torcida”, diz.

Para o clube, essa conexão pode ser traduzida em boa arrecadação nos jogos em casa, além do prêmio em dólar a cada fase superada – o total chega a R$ 7,8 milhões na cotação dessa quarta-feira (19).

Para a torcida, a expectativa é de se aproximar de uma inédita conquista internacional. Sonho que fica mais palpável em tiro curto, já que são apenas dez partidas até a grande decisão. Na oitavas de final, o rival será Brasília ou Goiás. “A disputa pela vaga na Libertadores [pelo Brasileiro] é pesada, então acho que vale a pena apostar”, acredita Fernando Ferreira, diretor da Pluri Consultoria, especializada em futebol. “Mas se você vai até a final e não ganha, o resultado fora de campo é pequeno. Se vence, é diferente porque abre diversas possibilidades para o ano seguinte”, lembra.

Além de se garantir na Libertadores 2016, o campeão também aumenta o calendário com Recopa e Copas Suruga e Euroamericana. “É sempre bom ser campeão. Da Sul-Americana ainda melhor. Então, temos que mostrar nosso potencial durante todos os jogos”, orienta o argentino Barrientos, que venceu o torneio pelo Lanús, em 2013.

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