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Série B

Drubscky admite cornetagem

Teórico do futebol, novo treinador do Atlético não vê problemas em receber “conselhos” de dirigentes na hora de escalar o time

Ricardo Drubscky comanda o primeiro treino em sua segunda passagem pelo Atlético: “A equipe que vai jogar [para frente], podem me cobrar" | Antônio More/ Gazeta do Povo
Ricardo Drubscky comanda o primeiro treino em sua segunda passagem pelo Atlético: “A equipe que vai jogar [para frente], podem me cobrar" (Foto: Antônio More/ Gazeta do Povo)

A aposta do Atlético em Ricardo Drubscky para substituir Juan Ramón Carrasco não é uma contratação de risco. Ao menos, essa é a visão do novo treinador. As palavras de otimismo e de autoconfiança, às vezes até em excesso durante a apresentação no CT do Caju, ontem, demonstram que o novo comandante está bem alinhado com os discursos do diretor de futebol, Sandro Orlandelli, e do presidente do clube, Mario Celso Petraglia.

Conhecedor das entranhas do Rubro-Negro – foi coordenador das categorias de base entre 2008 e 2010 –, ele admite que não vai se opor a possíveis interferências da diretoria na montagem do time e na forma de jogar do Furacão, o que teria ocorrido durante o período em que Carrasco comandou o clube.

"Até pela função que exerci com gestão de futebol, trabalho de forma colegiada. O que vai me fazer ser um treinador diferente é que não tenho problema nenhum em dialogar", comentou. "Então, se houver um diálogo profissional aqui dentro do Atlético ou em qualquer outro clube, vou estar sempre participando deles", seguiu.

Apesar da abertura, ele diz acreditar que não haverá interferência externa. A razão, segundo Drubscky, é que não haverá motivo. "Tenho confiança tão grande na maneira de trabalhar no campo, que o dirigente vai interferir e se preocupar muito pouco. Eles vão ver as coisas funcionarem tão bem que não vão interferir", garantiu.

Ao desembarcar novamente em Curitiba, porém, foi avisado de que não poderá contar com os gringos Morro García e Guerrón. O primeiro está proibido de jogar pela presidência. O segundo, afastado do elenco porque vai deixar o clube.

A experiência de Drubscky como técnico de equipes profissionais, contudo, não é de se entusiasmar. Até agora, dirigiu ape­­nas equipes de menor expressão, como Tupi-MG e Volta Redonda. Apesar disso, ele se defende com os 30 anos em que está no futebol, oito deles como gestor, principalmente em categorias de base.

"Me deem tempo, como dariam para o Toninho Cerezo ou o Caio Júnior [outros técnicos cotados]. O tempo vai dizer. Dou uma palavra de segurança de que não nasci ontem no mundo da bola, trabalho há muito tempo com isso. Não caí aqui de paraquedas", pediu.

Drubscky é um teórico do futebol – chegou até a escrever livro sobre esquemas táticos – e adiantou que vai mudar a forma com que Carrasco posicionava o Furacão em campo, eliminando o sistema com três atacantes. "Sempre gostei do 4-4-2 e a minha ideia é implantá-lo. Mas a equipe que vai jogar [para frente], podem me cobrar."

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