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Entrevista

“O campeão com mais bandidos”

Confira a entrevista com Geninho, técnico campeão de 2001

Momento de comemoração: em foto inédita, após o jogo com o São Caetano, ainda dentro do ônibus da delegação, Geninho vira no gargalo um generoso gole de vinho |
Momento de comemoração: em foto inédita, após o jogo com o São Caetano, ainda dentro do ônibus da delegação, Geninho vira no gargalo um generoso gole de vinho
 
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Geninho foi o técnico certo, na hora certa e no time certo. Com seu jeito bonachão, camarada, conseguiu unir “bandidos”, craques e festeiros de um time desacreditado num único objetivo e os conectou com a torcida. Resultado: o Atlético tornou-se imbatível na Baixada, trunfo fundamental para a conquista do título brasileiro.

De comandante da maior conquista da história do Furacão, o ex-goleiro ganhou status de “santo” quando retornou ao clube, em 2008. O rebaixamento para a Segunda Divisão parecia iminente. Mas Geninho operou a salvação improvável – novamente, contando com a ajuda da arquibancada. E em 2009, foi campeão paranaense.

A terceira e última passagem não foi nada gloriosa. Iniciou em fevereiro deste ano e encerrou-se ainda na disputa do Paranaense – para a diretoria rubro-negra, o aproveitamento de mais de 80% dos pontos era insatisfatório. Assim, depois de uma vitória sobre o Paraná, Geninho fez as malas.

Embora tenha partido do CT do Caju sem as honras de campeão nacional, o treinador garante não alimentar mágoa alguma. De Santos, onde mora, e esperando por um clube para voltar à beira do gramado em 2012, aos 63 anos, Geninho concedeu esta entrevista exclusiva à Gazeta do Povo.

Um “clássico” de 2001 é a entrega das faixas de campeão antes do jogo com o São Caetano, promovida por você...

É verdade, foi um golpe motivacional muito forte que planejei com a [psicóloga] Suzy Fleury. Disse “não deixem que ninguém tire essa faixa de vocês”.

É verdade que você não tinha um bom relacionamento com o Petraglia?

A minha maneira de ver futebol é diferente da dele. Só não tivemos um bom relacionamento. Mas paro e converso com ele.

Hoje já dá para contar tudo sobre a conquista?

Tem coisa que ainda não dá para falar. Mas o que interessa é que aquele time ficou concentrado um mês na reta final, sem sair do CT do Caju. Eu sabia as feras que eu tinha. Uma iniciativa minha que eles acataram sem problemas.

Como descrever aquela equipe?

Era o time que mais tinha “bandido”, no bom sentido, e acabou campeão brasileiro. Porém, tínhamos craques também, e todos encamparam a ideia de vencer. Foi o grande momento da minha vida no futebol.

Todo mundo fala da importância do capitão Nem...

Ele era o que eu chamo de “boi do sininho”, aonde ele ia todos iam atrás. Mas eu controlava o Nem e ele controlava o grupo.

E o que aconteceu com o Alex Mineiro na reta final?

Não se explica.

Você continua sendo sócio do Atlético?

Dei meus títulos para um senhor que é motorista de táxi, ele tem um filho deficiente e sempre usava minhas cadeiras. Quando fui embora liguei e disse que iria entregar, e ele pediu para eu transferir para ele. Hoje ele quem paga.

Você chegou num momento de crise, na saída do Mário Sérgio, que chegou a dizer que “ou o Atlético acaba com a noite, ou a noite acaba com o Atlético”. Como foi administrar tudo isso?

Não foi fácil. Era uma equipe muito criticada, o [Mario Celso] Petraglia [então ocupando a diretoria de marketing] queria mandar todo mundo embora, tinha uma lista grande, com Nem, Alex Mineiro, Souza, metade do time titular.

Por que você não compareceu à festa dos 10 anos da conquista do título? [realizada na Arena, no último domingo]

Fui convidado e decidi não ir. A festa foi muito em cima da eleição, houve uma disputa muito grande, não quis me envolver nisso. Se era uma comemoração do título, todos que estavam na época deveriam participar e o clube ficou dividido.

Ainda dá para voltar ao Atlético?

Não sei ao certo. A Segunda Divisão é pior do que a Primeira... Mas reconheço que tenho saudade da torcida.

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