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Brasileiro

Esquema tático contra Sport trava o Atlético

Estratégia do técnico Doriva limitou as alternativas de jogo e Furacão ficou apenas no empate por 1 a 1 com o  Sport no Recife

No dia do seu aniversário, o zagueiro Cleberson (centro) faz de cabeça o gol atleticano e festeja com os colegas | Fotos: Ademar Filho/ Folhapress
No dia do seu aniversário, o zagueiro Cleberson (centro) faz de cabeça o gol atleticano e festeja com os colegas (Foto: Fotos: Ademar Filho/ Folhapress)
O meia Bady, destaque no 1º tempo, tenta escapar da marcação dos jogadores do Sport |

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O meia Bady, destaque no 1º tempo, tenta escapar da marcação dos jogadores do Sport

A sensação dos jogadores do Atlético após o empate por 1 a 1 contra o Sport, ontem, na Ilha do Retiro, foi dividida: ao mesmo tempo em que o ponto conquistado fora de casa foi celebrado, ficou nítida a ideia de que a equipe poderia ter buscado o triunfo — com o empate, o time permanece na sétima colocação, a três pontos do G4.

"A gente sabe que poderia ter saído com a vitória, mas não podemos lamentar, pois todo resultado que não seja derrota é válido", resumiu o goleiro Weverton, destaque do Furacão. Não fosse a boa atuação do arqueiro, que executou pelo menos duas defesas dificílimas, o placar final poderia ter sido outro.

A estratégia do treinador Doriva, de esperar a equipe do Sport em seu campo de defesa e apostar na velocidade de Marcos Guilherme e Marcelo nos contragolpes, surtiu efeito na primeira parte da etapa inicial. O Furacão neutralizou as principais jogadas de ataque adversário e abriu o placar em lance oportuno: aos 24 minutos, o meia Bady cobrou falta na área e o zagueiro Cleberson subiu para marcar.

"Marcar um gol em uma partida difícil assim é muito importante, ainda mais na data do meu aniversário", celebrou o zagueiro, que completou 22 anos ontem.

No entanto, após o gol, o Rubro-negro paranaense recuou demais e viu o time pernambucano retomar o controle do jogo. Com maior posse de bola e exercendo grande pressão, o Leão da Ilha parou duas vezes no paredão Weverton. Na terceira oportunidade, o camisa 1 atleticano não teve chances. Aos 39 minutos, o volante Wendel cobrou falta na entrada da área, a bola bateu na barreira e, após nova tentativa do volante, a bola ficou limpa para o meia Régis mandar para o fundo das redes e empatar.

A segunda etapa apresentou a mesma tônica. Pre­­judicado pelo esquema tático, o centroavante Cléo pouco produzia, enquanto os meias Bady e Marcos Guilherme não conseguiam organizar as jogadas. Refém dos contragolpes, o Furacão observou a pressão do Sport. Os atletas, no entanto, defenderam a estratégia tática do comandante Doriva.

"Esta é a maneira que a gente vem jogando faz tempo, apostando na velocidade, e é assim que a gente chegou aonde estamos. Acreditamos no trabalho e vamos seguir em busca das vitórias", defendeu Weverton. "O nosso trabalho é seguir as instruções do treinador e, como profissionais, buscamos fazer isso da melhor maneira possível", disse o lateral direito Sueliton.

Agora, o Atlético se prepara para encarar o Santos, na quarta-feira, na Vila Bel­miro, onde buscará a vitória que mantém o grupo na trilha definida pelo treinador Doriva: alcançar o G4 da competição.

Em alta

Torcida do Sport

Os adeptos do Leão da Ilha não perdoaram a organizada Torcida Jovem que, por conta de uma briga contra torcedores do Figueirense, na 13ª rodada, fez com que o clube perdesse dois mandos de jogos. A cada canto da torcida organizada, o restante do estádio vaiava.

Em baixa

Doriva

A estratégia de apostar nos contra-ataques sacrificou o centroavante Cléo, que, com pouca velocidade, esteve apagado. A entrada tardia de Douglas Coutinho acabou impedindo o Furacão de buscar a vitória.

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