
Criada no início do ano como um projeto especial do presidente Mario Celso Petraglia, a equipe sub-23 do Atlético ainda não mostrou, na prática, a que veio.
Em pouco mais de nove meses de existência, a nova categoria tem servido mais como local de exílio para atletas com pouco espaço no time principal do que realmente uma transição pós-categorias de base.
De quebra, tornou-se a justificativa para a extinção da categoria sub-20, o que retirou o Furacão de importantes competições de formação, como a Taça BH e a Copa do Brasil.
Além dos jogadores que superaram a barreira dos 18 anos, o sub-23 ainda conta com aqueles que foram e voltaram do time principal. Exemplos não faltam: Nieto, Paulo Otávio, Jenison, Lucas Sotero, Diego Bairo, e assim vai. Sem contar outros que foram contratados e seguiram diretamente para o plantel de transição casos do atacante Jorge dos Santos e do zagueiro Alex Moraes.
Com tanta gente, já passaram mais de 70 jogadores pelas mãos do técnico Luccas Neto e, anteriormente, de Ricardo Drubscky este no período em que Jorginho foi treinador do time principal. Desses, 19 atletas chegaram a defender o Rubro-Negro na equipe de cima. E somente sete deles estão treinando sob o comando de Drubscky (João Paulo, Gabriel Marques, Cleberson, Marcelo, Taiberson, Tiago Adan e Fernandão).
A maioria, porém, fez o caminho inverso: do principal para o sub-23. Casos dos atacantes Edigar Junio e Pablo.
"Já puxei o Edigar Junio [para o principal], até para retomar um processo. Mas eu estou muito satisfeito com outros atacantes, então o Edigar Junio entrou de novo na fila. Do Pablo eu não abro mão, mas estou com elenco grande e que não está dando brecha. Então, não vou trazer só para dizer Pablo, estou com dó de você, até porque no sub-23 ele está treinando forte", explicou Drubscky.
Apesar de reconhecer que ainda não emplacou, o comandante atleticano acredita que é questão de tempo para que o sub-23 deslanche de vez. "[O sub-23] está num processo de implantação e isso gera um pouco de desconforto. A ideia não pode ser abolida. Eu considero muito importante ter o sub-23 à minha mão", completou.
Na prática, além dos treinamentos no CT do Caju, o sub-23 realizou 25 amistosos, com 14 vitórias, 10 empates e apenas 1 derrota. Seria um retrospecto até razoável, não fosse levado em consideração que a grande maioria das equipes eram amadoras e de pequena expressão.
A reportagem tentou contato com o técnico do sub-23, Luccas Neto, mas a assessoria de imprensa do Rubro-Negro informou que ele não falaria sobre o assunto.



