
O fraco desempenho defensivo do Atlético pode motivar a estreia de uma nova dupla de zaga no domingo, às 18h30, contra o Vitória. Contratado a pedido do técnico Claudinei Oliveira, Gustavo, ex-Paraná, já treinou com o elenco e, caso seja registrado na CBF hoje, deve começar como titular na Arena da Baixada.
Já o lateral-esquerdo Willian Rocha, que rendeu bem como zagueiro central diante do Grêmio, se candidata à posição do contestado Cléberson a personificação dos 27 gols tomados pelo time no Brasileiro. Dráusio, que ficou fora da última rodada por causa de microlesões na face, e Léo Pereira, de volta da seleção sub-21, também estão à disposição.
Aos 32 anos, Gustavo desembarcou no CT do Caju como o mais experiente do elenco João Paulo e Cléo, com 29 cada, eram os mais velhos até então. Homem de confiança de Claudinei no Tricolor, ele rescindiu contrato com o clube da Vila Capanema na terça para ter a oportunidade de voltar à Série A, na qual já defendeu o próprio Paraná, o Palmeiras, Cruzeiro, Botafogo e Vasco.
"Tem essa rivalidade, mas ele é profissional e agora quer tocar a vida dele e jogar no Atlético. A zaga do time é jovem e ele vem para dar um toque de experiência, vem para brigar pela posição", comenta o assessor do zagueiro, Maurício Naiberg. O contrato vai até dezembro de 2015.
Nesta temporada, Gustavo fez 16 partidas, recebeu seis cartões amarelos e marcou um gol. Apesar de não se encaixar no padrão de contratações do Atlético, sua rodagem e liderança são vistos pelo treinador como fundamentais para dar tranquilidade ao time neste momento. Papel que no ano passado foi cumprido pelo também veterano Luiz Alberto, então com 35 anos.
"O caso do Luiz Alberto é um exemplo. Experiente, rodado, que deu certo por colocar sua experiência em um grupo jovem", lembra Naiberg.
Sete anos mais novo do que o reforço, Willian Rocha passou no primeiro teste como titular, na última quarta, e tem chance de permanecer. Zagueiro no início de carreira, no Paulista de Jundiaí, o lateral voltou a ser relacionado pelo Atlético em agosto após 11 meses de ausência em razão de uma ruptura no tendão patelar do joelho direito. A reestreia foi no segundo tempo do empate com o Palmeiras.
Mesmo com pouco tempo em campo, o cabeludo já deixou boa impressão. "Esse retorno é difícil para ele porque não havia imagem formada no clube [foram só quatro jogos em 2013]. Ninguém se lembrava dele", fala o empresário Eduardo Uram. "O Willian tem muita personalidade, muita confiança e conseguiu superar isso. Ele sempre vai se entregar durante os 90 minutos", garante o agente.



