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Libertadores

Libertadores: Atlético confia no retrospecto doméstico para ir à fase de grupos

Atlético já fez 13 jogos em casa no torneio continental e venceu dez, um aproveitamento de 82%

Os zagueiros Manoel e Dráusio desembarcam com o resto da delegação atleticana no Aeroporto Afonso Pena depois da derrota para o Sporting Cristal | Felipe Rosa/ Tribuna
Os zagueiros Manoel e Dráusio desembarcam com o resto da delegação atleticana no Aeroporto Afonso Pena depois da derrota para o Sporting Cristal (Foto: Felipe Rosa/ Tribuna)

Apesar de restrito a quatro partidas, o retrospecto atleticano em casa durante jogos de mata-mata da Li­­bertadores é um alento para o time de Miguel Ángel Por­­tugal em busca da classificação contra o Sporting Cristal. Em Curitiba, o clube conseguiu três vezes (75% das oportunidades) um placar que, pelo menos, o manteria vivo após os 180 minutos do confronto atual, levando assim a decisão da vaga para os pênaltis.

Em 2005, ano da última participação rubro-negra no torneio, foram três vitórias diante da torcida. Nas oitavas de final, triunfo por 2 a 1 sobre o Cerro Porteño – resultado que empurra o duelo com os peruano para as penalidade máximas. Nas quartas, o 3 a 2 diante do San­­tos eliminaria o Atlético este ano, enquanto o 3 a 0 sobre o Chivas Guadalaraja, na semifinal, é o cenário que o torcedor espera se repetir na próxima quarta-feira, às 22 h, na Vila Capanema.

Disputado no Beira-Rio, em Porto Alegre, porque a Arena da Baixada não atendia a capacidade de 40 mil espectadores exigida pela Con­­mebol, o primeiro jogo da final contra o São Paulo não entra no cálculo.

Em sua temporada de estreia no torneio, em 2000, caso repetido o placar vitorioso do Furacão em casa (2 a 1) também encaminharia a definição às penalidades, exatamente como aconteceu contra o Atlético-MG naquela ocasião. O desfecho, porém, foi a eliminação nas oitavas de final.

Mas há outra esperança para os atleticanos. Con­­tabilizando todos os jogos do time em Curitiba na Li­­ber­­tadores, o desempenho é altamente animador: 10 vitórias, 1 empate e 2 derrotas, com 82% de aproveitamento. "Dá pra reverter esse resultado em Curitiba. Com a torcida apoiando, vamos buscar", apostou o zagueiro Manoel, capitão do jovem elenco do Atlético, após a derrota por 2 a 1 em Lima.

No histórico, contudo, há uma importante dife­­ren­­­ça. O Atlético mandava seus jogos na Baixada, onde era impulsionado pelo grito das arquibancadas, assim como o Cristal fez no jo­­go de ida. Des­­ta vez, com o campo em reforma para a Copa, será necessário transformar a Vila Capanema em um novo ‘caldeirão’.

"Infelizmente não ganhamos, mas não tem nada perdido. Temos totais condições de reverter em casa", garantiu o goleiro Weverton, em entrevista à rádio Banda B. É com essa confiança na bagagem que o time chegou ontem à noite em Curitiba.

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