
Anunciado nesta quarta-feira (10) como novo técnico do Atlético, Vágner Mancini é um sonho antigo do Furacão. O clube havia tentado duas outras vezes a contratação do treinador, em momentos em que ele estava empregado.
A primeira investida aconteceu em 2008. Mancini era técnico do Vitória e o Atlético buscava um substituto para Roberto Fernandes. Acabou contratando Mário Sérgio.
A segunda foi em 2011 e causou polêmica. Vágner Mancini estava em Curitiba treinando o Ceará, que enfrentaria o Coritiba pela semifinal da Copa do Brasil. O treinador disse ter sido procurado por um representante rubro-negro. O clube negou o assédio.
A passagem pelo Ceará ficou marcada como o último grande trabalho de Mancini. Além da semifinal da Copa do Brasil, ele conduziu o Vozão ao título estadual. Antes, já havia sido campeão baiano com o Vitória, em 2008, e da Copa do Brasil com o Paulista de Jundiaí, em 2005.
Após a maior conquista da sua carreira, Mancini tem se notabilizado por trabalhos curtos. A exceção é o Vitória, que ele dirigiu por 11 meses, entre março de 2008 e fevereiro de 2009. Em contrapartida, sua passagem pelo Grêmio, em 2008, durou apenas um mês e meio. Seu último trabalho, no Náutico, durou 66 dias, entre janeiro e fevereiro deste ano.
Enfim contratado pelo Atlético, Mancini era o terceiro nome na lista de substitutos para Ricardo Drubscky, demitido na segunda-feira (8). Dorival Júnior e Celso Roth, técnicos top, como havia prometido o diretor de futebol Antônio Lopes, foram descartados por causa do alto salário.
Vágner Mancini, de 46 anos, será apresentado nesta sexta-feira (12), no CT do Caju. No Atletiba de domingo, porém, o time será comandado pelo auxiliar técnico Alberto Valentim. A estreia do novo treinador será na semana que vem, contra o Paysandu, em Belém, pela Copa do Brasil.



