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Selvageria em Joinville

Operação prende brigões da Arena Joinville; ex-vereador é detido

Operação Cartão Vermelho prendeu 16 torcedores do Atlético em Curitiba. Um dos indiciados é o ex-vereador Juliano Borghetti

Torcedores do Atlético envolvidos na confusão em Joinville detidos na Operação Cartão Vermelho | Aliocha Maurício / Tribuna do Paraná
Torcedores do Atlético envolvidos na confusão em Joinville detidos na Operação Cartão Vermelho (Foto: Aliocha Maurício / Tribuna do Paraná)
O ex-vereador Juliano Borghetti se entrega à polícia para responder processo pelo envolvimento na briga em Joinville |

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O ex-vereador Juliano Borghetti se entrega à polícia para responder processo pelo envolvimento na briga em Joinville

Torcedores do Atlético presos pela Operação Cartão Vermelho por envolvimento na briga em Joinville |

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Torcedores do Atlético presos pela Operação Cartão Vermelho por envolvimento na briga em Joinville

Material apreendido pela Polícia Civil na sede da Fanáticos na Operação Cartão Vermelho, que investiga a selvageria na Arena Joinville |

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Material apreendido pela Polícia Civil na sede da Fanáticos na Operação Cartão Vermelho, que investiga a selvageria na Arena Joinville

Superintendente da Paraná Projetos, autarquia do governo estadual, Juliano Borghetti estava no meio da briga de torcidas em Joinville |

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Superintendente da Paraná Projetos, autarquia do governo estadual, Juliano Borghetti estava no meio da briga de torcidas em Joinville

Polícias do Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina está cumprindo mandados de prisão dos brigões de Joinville |

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Polícias do Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina está cumprindo mandados de prisão dos brigões de Joinville

Detalhe de um dos torcedores atleticanos presos na Operação Cartão Vermelho |

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Detalhe de um dos torcedores atleticanos presos na Operação Cartão Vermelho

Ficha do ex-vereador Juliano Borghetti, indiciado na polícia pela briga em Joinville |

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Ficha do ex-vereador Juliano Borghetti, indiciado na polícia pela briga em Joinville

A partir de imagens e de roupas apreendidas, polícia identificou os brigões da Arena Joinville |

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A partir de imagens e de roupas apreendidas, polícia identificou os brigões da Arena Joinville

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As Polícias Civis do Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro cumpriram nesta quinta-feira (19) mandados de prisão de torcedores de Atlético e Vasco que brigaram na Arena Joinville na última rodada do Campeonato Brasileiro, no dia 8 de dezembro. A briga terminou com quatro feridos. No campo, o clube carioca perdeu por 5 a 1 e foi rebaixado.

Confira: ex-vereador Juliano Borghetti é um dos presos

No Paraná, foram expedidos 17 mandados. Ao todo, 16 torcedores do Furacão foram detidos. Nove acabaram presos por policiais e seis se apresentaram à Delegacia Móvel de Atendimento ao Futebol e Eventos (Demafe). Outro indiciado é soldado da Aeronáutica e está preso no quartel do Cindacta II, no bairro Bacacheri. O 17º acusado se comprometeu a se apresentar sexta-feira à Polícia Civil já em Joinville, para onde todos os detidos - com exceção do soldado - foram transferidos no final da tarde.

Em Santa Catarina, dois torcedores - um atleticano e um vascaíno - foram presos. No Rio, um torcedor.

Os detidos são acusados de associação criminosa (pena de 1 a 3 anos de prisão), danos ao patrimônio público - o estádio pertence ao município de Joinville - (pena de seis meses a 3 anos) e incitação à violência em estádio de futebol (pena de 1 a 2 anos de reclusão).

"Podemos ter mais prisões, porém, alguns advogados entraram em contato e disseram que as pessoas não precisarão ser presas e devem se apresentar à polícia", disse o delegado Clóvis Galvão, da Demafe.

A polícia também recolheu provas na sede da facção Fanáticos, que está proibida pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) de frequentar estádios por seis meses. Um computador foi apreendido na sede da facção, no bairro Água Verde, para averiguação.Feridos

Entre os detidos, estão duas pessoas que ficaram feridas na briga na Arena Joinville: Stevan Vieira da Silva e Willian Batista. O primeiro foi encaminhado ao hospital, mas recebeu alta no mesmo dia. Ele teve os tênis roubados por torcedores vascaínos enquanto estava desacordado na arquibancada, após levar muitos socos e pontapés.

Já Willian teve de ser socorrido pelo helicóptero da Polícia Militar catarinense no gramado do estádio. Ele ficou internado no Hospital São José, em Joinville, com duas fraturas no crânio. As imagens de William sendo socorrido foram publicadas por jornais de diversos países.

Em entrevista ao programa Fantástico, Willian disse não ser integrante da organizada Fanáticos e que não participou da briga. Entretanto, imagens mostrada pelo próprio programa apontam que Willian trocou chutes com um torcedor do Vasco.

Os advogados dos detidos tentam aliviar as acusações.

Ex-vereador

Um dos indiciados pela Operação Cartão Vermelho, o ex-vereador Juliano Borghetti, flagrado em imagens da imprensa na confusão, se apresentou na Demafe por volta das 11 horas. Borghetti pediu demissão do cargo de superintendente da Paraná Projetos, autarquia do executivo estadual ligada à Secretaria do Esporte e Turismo, após a repercussão da selvageria em Joinville.

O seu advogado, Caio Fortes Matheus, deu o tom do que será sua defesa na acusação. "O Juliano sempre está nos jogos do Atlético. Esteve em Joinville na companhia do seu filho. E, diante da confusão, estava procurando o filho, que se afastou dele", justificou.

Borghetti tem vínculos com famílias tradicionais da política paranaense: foi casado com a também ex-vereadora e deputada do Parlamento Italiano Renata Bueno – que é ítalo-brasileira e filha do deputado federal Rubens Bueno (PPS-PR). Ele também é irmão da deputada federal Cida Borghetti (Pros-PR), presidente do partido no Paraná, que, por sua vez, é casada com o secretário estadual da Indústria e Comércio, Ricardo Barros (PP), um dos principais aliados do governador, de quem Borghetti foi comissionado em 2004 quando o tucano era prefeito de Curitiba.

Prisões anteriores em flagrante

Até então, apenas três torcedores tinham sido presos pelo envolvimento na briga. Detidos em flagrante no jogo, os vascaínos Leone Mendes da Silva, de 23 anos, Arthur Barcelos de Lima Ferreira, de 26 anos, e Jonathan Santos, de 29 anos, estão na Penitenciária Industrial de Joinville.

Nesta semana, a Justiça negou os pedidos de liberdade provisória dos três torcedores vascaínos que estão presos em Joinville. De acordo com a juíza Karen Francis Schubert Reimer, "é conveniente a segregação dos acusados para manutenção da ordem pública". Eles foram indiciados por tentativa de homicídio, associação ao crime e incitação de violência.

Operação Cartão Vermelho

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