A demissão do técnico Milton Mendes pelo Atlético – oficializada pelo clube nessa segunda-feira –, e a consequente contratação de um substituto são temas que interessam à oposição do Rubro-Negro. Afinal, em ano eleitoral, o próximo comandante do Furacão pode se transformar em herança para a gestão que vencer o pleito em dezembro. Mesmo assim, o potencial candidato a bater chapa com o grupo da atual administração atleticana, Henrique Gaede, prefere evitar se intrometer na decisão para “não tumultuar o ambiente”.

“Não quero conversar sobre eleição antes do Atlético chegar aos 47 pontos. A ideia é não influenciar no aspecto negativo”, explicou Gaede, referindo-se à pontuação que garante o time na Primeira Divisão do Brasileiro. Restando dez rodadas para o fim da competição, o Furacão tem 38 pontos, sete atrás do G4 e sete acima da zona de rebaixamento.

Gaede argumentou ainda que os contratos dos últimos treinadores normalmente são feitos sem multas rescisórias. Se isso ocorrer novamente, o tempo de contrato acaba sendo irrelevante, na opinião de Gaede. “Esperamos apenas que o interesse do Atlético seja preservado”, desconversou.

Uma das opções para evitar que o novo técnico vire um problema – inclusive financeiro – para a próxima gestão seria contratá-lo apenas até dezembro. Limitação que dificultaria uma eventual negociação com treinadores de ponta.

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