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"Petraglia mentiu para a torcida", diz Paulo Baier

Meia rompe o silêncio e acusa a diretoria do Atlético de perseguição por ter jogado menos jogos do que poderia e pela não renovação de contrato

Depois de um começo de entrevista tranquilo, Baier abriu fogo contra Mario Celso Petraglia, presidente do Atlético | Daniel Castellano/ Gazeta do Povo
Depois de um começo de entrevista tranquilo, Baier abriu fogo contra Mario Celso Petraglia, presidente do Atlético (Foto: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo)

Ídolo do Atlético, time que defendeu entre junho de 2009 e dezembro de 2013, Paulo Baier diz acreditar que, por determinação da diretoria, jogou menos partidas do que poderia em suas duas últimas temporadas com a camisa rubro-negra, em uma espécie de perseguição. O desabafo aconteceu ontem, em um hotel na região central de Curitiba, durante coletiva de imprensa para se despedir do torcedor. No fim de dezembro, o clube anunciou que depois de quatro anos e meio o veterano de 39 anos não permaneceria no CT do Caju.

"Acredito que sim [a diretoria pediu para eu não ser escalado]. Eu tinha condição de ser titular, tinha muito para render e me via em condição de jogar. Infelizmente, sei lá o que aconteceu. Foi muito estranho...", declarou o meia, em entrevista à Gazeta do Povo.

Sob o comando do técnico Ricardo Drubscky, em 2012 e 2013, Baier passou a maior parte do tempo no banco de reservas. Prestigiado novamente a partir da chegada de Vagner Mancini, o gaúcho de Ijuí garante ter sido pego de surpresa com o conturbado fim de ano que passou.

"Quando acabou o jogo do Vasco [que valeu a classificação para a primeira fase da Libertadores-2014, no dia 8 de dezembro] anunciaram que a volta seria dia 3 de janeiro e eu estava certo, convicto de que me reapresentaria. Mas depois mudou tudo", emendou o agora contratado do Criciúma, onde será treinado novamente por Drubscky.

Baier fugiu do assunto, não foi incisivo nas respostas, mas irá recorrer judicialmente contra o Atlético por quebra de contrato. Ele e seus representantes alegam que o anúncio público de que atuaria até o fim de 2014 é prova da renovação. Apesar de informar aos torcedores sobre permanência do jogador antes da partida contra a Portuguesa (13/10), no sistema de som da Vila Capanema, a diretoria não cumpriu a promessa e fez a dispensa por telefone.

"Ele [Mario Celso Petraglia, presidente] está prejudicando não só a mim, mas a uma torcida. Ele mentiu para uma nação tão grande. O presidente de uma estrutura tão grande quanto o Atlético não pode fazer isso. Mas quem tem de julgar não sou eu. Estou triste, mas minha vida vai continuar", falou.

A vida dele poderia até ser alviverde. Jogar no rival Coritiba não está nos planos, mas não é fato descartado após defender o Tigre. "Sem problema nenhum, sou profissional", cravou, antes de anunciar a intenção de encerrar a carreira no Furacão. Desde que "sem ele [Petraglia]". "Se eu tiver jogando bem, quem sabe, com outra diretoria, não possa voltar para encerrar como o quarentão do Furacão", brincou.

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