Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
PARANAENSE

Só árbitro poderá decidir se gramado da Vila está apto para o clássico

Após FPF negar pedido de adiamento, decisão será tomada pelo juiz Fabio Felipus duas horas antes do jogo entre Paraná e Atlético

Imagem do gramado da Vila Capanema logo após a partida de quarta-feira entre Paraná e Toledo: muitos buracos, lama e reclamações | Hugo Harada/Gazeta do Povo
Imagem do gramado da Vila Capanema logo após a partida de quarta-feira entre Paraná e Toledo: muitos buracos, lama e reclamações (Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo)

Depois de a diretoria do Paraná ter o pedido de adiamento do clássico com o Atlético negado pela Federação Paranaense de Futebol (FPF) na quinta-feira, cabe agora apenas ao árbitro da partida, Fabio Felipus, decidir se realmente haverá condições de jogo domingo, às 16 horas, no péssimo gramado da Vila Capanema. No entanto, o pedido só poderá ser feito duas horas antes da partida, quando ele e os assistentes analisarem a situação in loco.

"Não verifiquei o gramado ainda, então não sei realmente as condições em que se encontra. Somente a partir das 14 horas [do domingo] mesmo", comentou o apitador. Se avaliarem que o campo pode prejudicar a integridade física dos jogadores – a principal alegação do Paraná com a FPF para adiar o clássico -, a partida será adiada. "Mas se a Federação marcou o jogo, imagino que não haverá problema", relevou Filipus.

O campo do Durival Britto passou por uma série de problemas nos últimos dias. A Grasstecno, empresa responsável pelo terreno, errou na manutenção do gramado ao aplicar um herbicida, ao invés de um inseticida. O resultado foi que parte da grama acabou morrendo. Foram feitos reparos, mas insuficientes para recuperá-la. A situação ficou ainda pior após o jogo de quarta-feira contra o Toledo, disputado debaixo de chuva.

"Houve um erro em nosso gramado, mas um erro não justifica o outro. Eles [FPF] assumiram o risco. Quero ver quem vai assinar um documento se responsabilizando pelo jogo nestas condições. Acredito que o árbitro não dará condições para o jogo, pois elas não existem", afirma o superintendente-geral paranista, Celso Bittencourt.

A FPF alega – com base no Estatuto do Torcedor– que não há mais tempo hábil para a mudança. Ainda segundo a entidade, novas datas não existem, pois as tabelas dos dois clubes na Copa do Brasil não coincidem e seria temerário depender de que pelo menos um dos rivais eliminasse o jogo de volta no torneio nacional para liberar uma data. O Paraná tem jogos marcados contra o São Bernardo-SP para os dias 11 e 25 de abril. O Atlético encara o Brasil-RS nos dias 3 e 17.

"Eles fizeram esse pedido em cima da hora, me surpreendi. Se existe realmente essa situação, teremos de fazer uma nova vistoria e quem sabe fazer que eles joguem a 100 km de distância. Se tivessem nos procurado no começo da semana, poderíamos ter feito algo para contornar a situação, olhar outros locais", diz o presidente da FPF, Hélio Cury.

Por exigência legal do Estatuto (artigo 20), a entidade teria até as 16 horas de ontem para promover alterações na rodada, homologada na quarta-feira.

Mesmo com uma reunião marcada para hoje com a Grasstecno, os dirigentes tricolores não acreditam que o gramado esteja pelo menos aceitável até domingo. "Não há solução para agora. Precisaríamos de mais dois ou três dias. Do jeito que está é perigoso para a saúde dos atletas. O problema é maior do que imaginávamos", fecha Bittencourt.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.