
A inédita iniciativa de abrir espaço para perguntas de sócios depois das partidas resultou em saia-justa para o técnico Vagner Mancini.
Sem as tradicionais entrevistas coletivas desde o início do ano, já que apenas veículos oficiais e detentores dos direitos de transmissão podem propor questões ao treinador do Atlético, o clube passou a sortear associados para participar das entrevistas pré e pós-jogo.
Ao mesmo tempo em que aproximou dos torcedores, que ganharam a chance de tirar algumas dúvidas, a medida virou espécie de fogo amigo atleticano. Após o duelo contra o Bahia, por exemplo, o treinador foi cobrado por um associado por levar somente um atacante para o banco de reservas a nova regra da Fifa permite até 12 relacionados.
No jogo anterior, diante do Goiás, Mancini mostrou irritação com a recorrente pergunta sobre não utilização de certos jogadores no Brasileiro. "Mais uma vez vou ter que responder pela terceira vez seguida pelo Ciro e pelo Fran Mérida. Acho muito curioso que sempre vem essa pergunta", reclamou Mancini.
A mesma questão havia sido feita por outro sócio depois da vitória sobre o Paysandu, em casa, pela Copa do Brasil. Na primeira ocasião, o treinador respondeu que Mérida ainda não havia sido utilizado por falta de ritmo de jogo.
Na segunda vez, porém, o discurso foi de que a necessidade de um padrão de jogo é mais importante do que dar oportunidades ao atacante Ciro e ao meia espanhol
Ontem, em entrevista à rádio oficial do clube, Mancini precisou responder novamente à fatídica pergunta. "Já estava achando estranho, então vou ter de responder", brincou, mais calmo desta vez.



