
O Atlético lavou a alma ontem, na Arena da Baixada. Debaixo de muita chuva, a equipe derrotou o Flamengo por 2 a 1, manteve a freguesia sobre o rival em Curitiba e conseguiu a primeira vitória de virada na temporada. Além o resgatar o poder de reação, o time de Claudinei Oliviera também demonstrou uma grande evolução na qualidade do futebol praticado, fato que ajudou os paranaenses a abrirem sete pontos da zona de rebaixamento a nove rodadas do fim do Brasileiro.
Com 37 pontos, o Rubro-Negro agora é o 10.º colocado. O primeiro time na zona de rebaixamento é o Botafogo, que soma 30, mesma pontuação do Criciúma, adversário da próxima quarta-feira, às 19h30, em Santa Catarina.
Se tivesse perdido ontem, o duelo contra o Tigre seria mais um de vida ou morte no campeonato. Com o cenário mais tranquilo, a tendência é de melhora. "Queremos ganhar todos os jogos. Vai ser difícil, mas vamos brigar por isso. Não vamos fazer projeção de pontos. Se continuarmos com esse rendimento, podemos ir longe", analisou Claudinei Oliveira, que mudou a cara do time nas últimas duas rodadas, com uma semana cheia para treinamentos entre elas.
A aposta no trio ofensivo, por exemplo, é mérito do treinador. Contra o Figueirense, enquanto Cléo e Marcelo deram assistências, Dellatorre marcou duas vezes.
Desta vez foi o camisa 9 quem balançou a rede em dose dupla. Primeiro, em jogada iniciada por Dellatorre que sobrou nos seus pés na pequena área (16/1.º), e depois ao converter pênalti sofrido por Marcelo (45/1.º).
Agora com seis gols na Série A, Cléo comemorou a parceria. "Um completa o outro. O Marcelo com velocidade, o Dellatorre técnica e eu com presença de área. O Bady também fez uma boa partida e é importante para nós três. São dois jogos e cinco gols. Espero que possamos fazer muitos gols ainda", falou o artilheiro da tarde.
Além de afastar o time da ZR, o segundo triunfo seguido do Atlético também ganha destaque pela forma com que foi construído. O croata/brasileiro Eduardo da Silva havia aberto o placar para o Urubu em lance polêmico (7/1.º) os atleticanos alegaram que ele usou o braço voluntariamente no lance. Ao contrário de algumas semanas atrás, o Furacão manteve a compostura e conseguiu o resultado sem desespero.
"Conseguimos reverter um placar e isso mostra evolução. Não apenas no aspecto técnico e tático, mas no aspecto psicológico. Mérito dos jogadores, que estão fazendo acontecer", fala Claudinei, que terá um desfalque para o jogo de quarta, em Criciúma. Suspenso, o lateral-esquerdo Natanael será substituído por Willian Rocha ou pelo uruguaio Lucas Olaza.
Personagem
Posicionamento e eficiência asseguram Cléo como camisa 9
Do seu jeito, sem muita velocidade e explosão, mas com um privilegiado senso de posicionamento, o centroavante Cléo ganhou de vez a posição de titular no Atlético. Com os dois gols na vitória sobre o Flamengo, na Arena da Baixada, o jogador naturalizado sérvio chegou a seis em sua segunda passagem com a camisa rubro-negra a primeira foi em 2005 , um atrás de Douglas Coutinho, que não marca desde agosto.
O mais impressionante é a eficiência do jogador de 29 anos, natural de Guarapuava, na região Centro-Sul do estado. Em 14 jogos, ele finalizou 16 vezes, o que significa que a cada 2,6 arremates, Cléo balança a rede uma vez. Ontem, ele foi perfeito no lance do empate e depois colocou o Furacão em vantagem de pênalti. "Na hora em que o Dellatorre fez o drible, eu já esperava o rebote. Quando o zagueiro foi para a linha do gol, eu me posicionei para não ficar impedido. Momento certo na hora certa", comemorou Cléo, que curiosamente fez um clássico do Leste europeu em plena Curitiba. O atacante flamenguista Eduardo da Silva tem cidadania croata e disputou a última Copa do Mundo pelo país.Atlético 2 x 1 Flamengo














