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| Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo

Para o meia Anderson – campeão uma vez da Champions League e quatro vezes do Campeonato Inglês – o título Paranaense que o Coritiba está próximo de conquistar vale muito para o currículo. O Coxa decide no domingo (7), contra o rival Atlético a decisão do Estadual. A ida terminou 3 a 0 para o Alviverde, que pode perder por até dois gol de diferença que irá levantar a taça.

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“Para mim vai ser importante. Vai ser um Estadual que eu não tenho. E ser campeão em tão pouco tempo marca o jogador no clube. E todo o torcedor quer ganhar o torneio estadual. Porque na sua cidade a torcida quer dizer para o rival quem é o campeão”, afirma Anderson, que está emprestado pelo Internacional até o final do ano. “Espero ficar aqui até o final, mas podem surgir propostas para sair”, revela.

O meia de 29 anos despontou cedo para o futebol. Aos 16 anos, foi o protagonista da histórica ‘Batalha dos Aflitos’, em 2005, quando defendia o Grêmio no jogo deu o título da Série B aos gaúchos contra o Náutico. Chegou à seleção brasileira muito jovem e foi campeão da Copa América em 2007. Negociado com o Porto, conquistou os principais títulos em Portugal.

Foi comprado a peso de ouro pelo Manchester United, da Inglaterra. Ficou nove anos no clube e viveu altos e baixos, com momentos marcantes e longos períodos na reserva. O seu ápice foi a conquista da Champions League, em 2008. Na decisão, contra o rival Chelsea, Anderson converteu uma das penalidades que garantiram o título dos Diabos Vermelhos. No seu currículo, constam todos os títulos possíveis em solo inglês.

“Lá fora eu ganhei quase tudo no futebol. Acho que só não ganhei a Copa do Mundo”, diz o jogador. No seu retorno ao Brasil, foi comprado pelo Inter - rival do clube que o revelou. Mas Anderson não teve grande destaque e foi rebaixado para a Série B junto com o clube no ano passado.

“Eu só tomei porrada [críticas] aqui no Brasil. No Inter faltou sequência. Eu fui bem no primeiro ano, ganhamos o Gauchão. Mas eu precisava provar que eu não vim aqui para brincar. Como se diz na gíria do futebol, eu não vim aqui para ‘roubar’ [enganar]. Eu tinha proposta do Brasil e de fora, mas eu escolhi vim jogar aqui”, garante.

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