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A união de Atlético e Coritiba no Atletiba que não ocorreu, Getterson, o incidente que vitimou o torcedor do Coxa e o presidente da FPF, Hélio Cury. | /
A união de Atlético e Coritiba no Atletiba que não ocorreu, Getterson, o incidente que vitimou o torcedor do Coxa e o presidente da FPF, Hélio Cury.| Foto: /

O Paranaense mais conturbado dos últimos anos chega ao fim neste domingo (7), às 16h, com os rivais Coritiba e Atlético decidindo o título no Couto Pereira. O Coxa está com a mão na taça e pode até perder por dois gols de diferença que garante a 38.ª conquista estadual.

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A competição regional se despede deixando uma imagem negativa. Teve tapetão, guerra nos bastidores, Atletiba que não aconteceu, brigas de torcida e morte de um torcedor pela Polícia Militar. “O Paranaense é só mais um torneio estadual que teve problemas.Isso acontece em todo o Brasil. Os estaduais estão indo para o buraco”, avalia Amir Somoggi, consultor em marketing esportivo.

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Na esfera jurídica, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) atropelou o regulamento do Paranaense ao julgar tardiamente a escalação do atacante Getterson, do J. Malucelli. O clube foi excluído durante as quartas de final e substituído pelo Rio Branco, gerando a revolta de Paraná e Cascavel pela mudança nos confrontos.

A disputa que foi travada nos tribunais entre os clubes quase fez o campeonato ser paralisado. A Federação Paranaense de Futebol (FPF) foi acusada de omissão e, no fim, o Jotinha se juntou ao PSTC na lista dos rebaixados.

Outro episódio marcante foi o Atletiba do primeiro turno. Sem o acerto dos direitos de transmissão com a Globo, Atlético e Coritiba decidiram veicular o clássico gratuitamente em seus canais oficiais do Youtube e Facebook, estratégia repetida nas finais. “Foi a única coisa boa que pode ser tirada de lição desse campeonato”, opina Somoggi.

Entretanto, a iniciativa acabou barrada pela FPF e o jogo foi cancelado. A alegação foi de que profissionais da empresa contratada pela dupla Atletiba não estavam credenciadas para ficar no gramado. Resultado: mais de 20 mil pessoas foram embora da Arena da Baixada, com os times em campo. Posteriormente, todos os envolvidos no episódio foram absolvidos pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR).

“Os clubes saem com a imagem arranhada e muito desgastada. Imagina para o patrocinador que queira investir no Paranaense e que queira investir nos clubes. Como ele vai querer patrocinar se o campeonato não é valorizado e não passa em lugar nenhum?”, questiona Kléber, atacante do Coritiba e artilheiro do Estadual pelo segundo ano seguido, com 11 gols.

“Eu não acredito que vá mudar muita coisa. O Atlético sempre tenta melhorar o calendário, mas não é fácil. É um modelo que está implantado na Federação há muitos anos”, critica Luiz Sallim Emed, presidente do Furacão. Procurado pela reportagem, o presidente da FPF, Hélio Cury, não quis se manifestar.

Não bastasse, a disputa também foi marcada por confusões entre as torcidas da capital. O caso mais grave foi do torcedor coxa-branca Leonardo Henrique da Rocha Brandão, 17 anos, morto por um tiro acidental disparado por um PM no dia 19 de fevereiro, data do Atletiba do primeiro turno.

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